A prisão de uma brasileira de 36 anos em Bali, na Indonésia, reacende o alerta sobre as rígidas leis antidrogas do país asiático, que já executou dois brasileiros condenados por tráfico de entorpecentes. Identificada pelas iniciais TCDS, a mulher foi detida no início de outubro, após desembarcar na ilha com mais de 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu e outros produtos de higiene pessoal. Entenda: Escondida em frascos de xampu, maior apreensão de cocaína líquida em Bali acaba em prisão de brasileira Segundo a polícia local, a brasileira afirmou que recebeu ordens de outro brasileiro, identificado como “G”, para entregar a droga a uma pessoa em Bali, em troca de US$ 50 mil (cerca de R$ 249 mil). Se condenada, ela poderá receber prisão perpétua ou até pena de morte, prevista na legislação indonésia para crimes de tráfico. Brasileiros foram executados em 2015 Os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados por fuzilamento em 2015, após condenações por tráfico de drogas. Archer foi morto em 18 de janeiro, depois de ser preso em 2004 no aeroporto de Jacarta, capital do país, com cerca de 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta desmontada. Gularte foi executado em 29 de abril daquele ano. Ele havia sido detido também em 2004, ao tentar transportar seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Diagnosticado com esquizofrenia paranoide, teve o caso levado a autoridades em apelos humanitários, mas a pena de morte foi mantida. A última execução na Indonésia ocorreu em julho de 2016, quando um cidadão indonésio e três nigerianos condenados por crimes relacionados a drogas foram mortos por fuzilamento. Desde então, o país não voltou a realizar execuções, embora mantenha a pena capital prevista em sua legislação. Outros brasileiros condenados no país Além dos dois executados, outros brasileiros enfrentaram penas severas por tráfico na Indonésia. Em fevereiro deste ano, Yuri Bezerra da Costa, de 25 anos, foi condenado a 18 anos de prisão e multado em US$ 57 mil (cerca de R$ 284 mil). Preso em julho de 2025, ele foi acusado de transportar três quilos de cocaína do Rio de Janeiro para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e depois para Denpasar, em Bali, segundo a agência indonésia Antara. Já Manuela Farias foi condenada a 11 anos de prisão após ser detida em 31 de dezembro de 2022, no aeroporto de Bali, com quatro quilos de cocaína na bagagem. A brasileira escapou da pena de morte, mas permaneceu sujeita à legislação rigorosa do país.
Brasileira presa com cocaína em potes de xampu na Indonésia corre risco de execução; país já matou outros dois brasileiros
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O Globo
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