247 – O cancelamento de uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) diante da PUC-SP sinaliza o receio da campanha do PL de que um confronto possa prejudicar a candidatura e fortalecer a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o ato previsto para quarta-feira (21) foi desmobilizado depois que a campanha recebeu alertas sobre o risco de confronto.
A preocupação foi evitar um episódio com repercussão negativa na reta final do segundo turno.
A manifestação ocorreria em frente à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no bairro de Perdizes, na zona oeste da capital paulista. Considerada um reduto de estudantes de esquerda, a instituição foi vista como um local em que a mobilização poderia terminar em confronto físico.
Entre os cenários que preocupavam os aliados estava uma eventual intervenção da Polícia Militar. Imagens de policiais agredindo universitários eram consideradas um risco ainda maior para a campanha de Flávio.
O alerta remete ao que aliados chamam de novo “momento Carla Zambelli”, em referência ao episódio protagonizado pela então deputada na véspera do segundo turno presidencial de 2022. Na ocasião, ela perseguiu um homem enquanto portava uma arma em uma rua dos Jardins, na capital paulista.
A campanha de Lula explorou as imagens durante a disputa contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A lembrança de 2022 ajuda a explicar o receio de acontecimentos capazes de alterar o debate eleitoral nos últimos dias de campanha. No caso da PUC-SP, a preocupação foi levada à equipe de Flávio, e a mobilização acabou cancelada.
Brasil 247