Boulos recebe torcidas organizadas e discute violência nos estádios

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Fonte da notícia: Correio Brazilliense Correio Brazilliense

O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) se reuniu, nessa segunda-feira (19/10), em São Paulo, com representantes de 30 torcidas organizadas de clubes de futebol de todo o país. Leia também: Conmebol dribla veto às bets com tecnologia e expõe impasse jurídicoEm contato com o Correio, a Secretaria comunicou que o encontro ocorreu para tratar de assuntos como violência nos estádios, deslocamentos de torcedores para partidas e o cenário do esporte como um todo após a proibição das bets por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Durante o encontro, um documento com diferentes propostas das torcidas foi entregue ao Governo Federal. O foco principal foi a redução da violência nos estados. Além disso, ficou acordada a criação de um grupo de trabalho na Secretaria, para que o governo acompanhe de forma permanente o desenvolvimento dos temas tratados. Houve, ainda, por parte das torcidas, a demanda de criar uma política nacional de prevenção à violência, com acompanhamento dos deslocamentos por parte dos grupos organizados, assim como a interlocução com as polícias estaduais e a garantia dos respectivos direitos dos apoiadores.De acordo com Boulos, o governo estuda alternativas para o financiamento dos clubes após a proibição das atividades de casas de aposta.  Leia também: Proibição das bets tem apoio de 66% dos pequenos empresáriosEstiveram presentes no encontro representantes das torcidas de SP, RJ, RS, PR, PA, BA, PE, SC, CE e MG, de diversos dos principais clubes de futebol do país, além da Anatorg.Veja as sete demandas apresentadas pela Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), conforme o documento:  O direito de torcer e de se manifestar, com reconhecimento da cultura de arquibancada como parte da cultura popular brasileira;Responsabilização individual de quem comete violência, sem criminalizar a torcida inteira;Mais diálogo e menos preconceito, com a participação das torcidas na construção das políticas para o futebol;Fortalecimento dos projetos sociais, esportivos e culturais das torcidas nas comunidades, especialmente para crianças e jovens;Arquibancada sem racismo, LGBTfobia e transfobia;Direito das mulheres de torcer sem violência, com combate ao assédio, à importunação e à misoginia;Um futebol com mais cultura e menos violência, com prevenção, educação, diálogo e mediação. Saiba Mais Política Campanha de Flávio rejeita proposta de Lula sobre quebra de sigilos Política Flávio promete devolver parte de contas via Pix, mas não detalha Política Muitos eleitores decidem o voto na véspera ou até mesmo no dia de eleição, diz analista Política Após alta, Janones promete retomar mobilização digital por Lula Política Casos de assédio eleitoral no trabalho aumentam 713% no país Política CPMI para investigar Flávio Bolsonaro tem mais da metade das assinaturas necessárias  

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