Impostos e custo de vida aparecem entre os temas da eleição presidencial de 2026, mas o vencedor entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não poderá simplesmente criar qualquer tributo por decreto. A Constituição estabelece competências tributárias e adota como regra o princípio da legalidade: a criação ou o aumento de impostos depende de lei, com participação do Congresso. O governo pode encaminhar propostas e negociar mudanças com deputados e senadores. Em alguns casos, a legislação também admite medida provisória, desde que sejam respeitados os limites constitucionais. Existem exceções para determinados impostos federais com função regulatória. Neles, o Executivo pode alterar alíquotas dentro das condições previstas em lei, justamente para reagir com maior rapidez a movimentos da economia. Mesmo quando a mudança é permitida, outras regras podem limitar o momento em que a cobrança começa. O sistema prevê princípios como anterioridade e prazos específicos para diferentes tributos. Por isso, promessas eleitorais sobre criação, aumento ou redução de impostos precisam ser analisadas individualmente. O poder presidencial muda conforme o tributo e a norma que o disciplina.
Presidente pode criar imposto sozinho?
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