O bitcoin recua nesta quarta-feira (7), pressionado pela alta do petróleo em meio a novos ataques a navios no Oriente Médio. A queda ganhou força com a liquidação de posições compradas e alavancadas, ampliando o movimento iniciado no ambiente externo.
Por volta das 10h50, o bitcoin caía 3,3% em 24 horas, a US$ 83.150,95, segundo o CoinGecko. No Brasil, era negociado a R$ 416.365,27, com queda de 3,02%, de acordo com o CoinTrader Monitor.
Segundo Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, o receio de interrupções na oferta levou o petróleo Brent novamente para perto de US$ 105. Para o bitcoin, o efeito ocorre, mesmo que indireto, pois o petróleo mais caro aumenta as preocupações com inflação e juros elevados, reduzindo o apetite por ativos mais voláteis.
A correção foi intensificada pela liquidação de apostas alavancadas na alta das criptomoedas. Segundo Fontes, quase US$ 400 milhões em posições compradas foram liquidados em menos de uma hora, e o total de liquidações superou US$ 547 milhões.
A queda força o fechamento automático de posições de investidores que apostavam na alta usando alavancagem, gerando novas vendas e ampliando o recuo. Apesar da queda, o bitcoin permanece acima da região dos US$ 82 mil, apontada por Fontes como uma referência importante no curto prazo.
Já a faixa próxima dos US$ 87 mil segue como uma resistência, depois de limitar as tentativas recentes de alta. Os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos, por outro lado, voltaram a registrar entradas.
Depois de US$ 89,8 milhões em saídas na segunda-feira, os fundos receberam US$ 118,8 milhões na terça, mais do que compensando as retiradas do primeiro pregão da semana, segundo dados citados pelo Mercado Bitcoin. Entre as principais altcoins, o ether caía 5,3%, a US$ 2.555,27, enquanto o XRP recuava 4,5%, a US$ 1,43.
A solana perdia 3,3%, a US$ 115,78, e a BNB tinha queda de 2,1%, a US$ 764,80.
Valor