'Amor da minha vida': Segunda temporada traz Bruna Marquezine e Alanis Guillen como casal e 'o vazio' da geração Z

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma jovem de quase 30 anos, com um tino irrepreensível para namorar canalhas e se meter em trabalhos ruins que pagam pouco. Seu melhor amigo, um expert em marasmo: herdou uma loja de lustres do pai e tem um relacionamento estável até demais. Uma moça errática e rapaz um bonzinho, que dividem sonhos reais e metafóricos (uma característica da amizade deles é ranquear os melhores sonhos de padaria da cidade), e agora estão de volta na segunda temporada de “Amor da minha vida”, que estreia hoje no Disney+. São oito episódios, com cerca de uma hora cada. Protagonizada por Bruna Marquezine (a Bia) e Sérgio Malheiros (o Victor), a série teve, em 2024, a maior estreia nacional da plataforma, que segue apostando alto nesta versão em português do que lá fora convencionou-se a chamar de “coming of age”, ou série de amadurecimento, que mescla as comédias e os dramas de jovens cara a cara com a vida adulta. Tanto que a terceira temporada já foi confirmada antes mesmo da chegada da segunda. — A série aborda um pouco o sentimento de vazio, a sensação de que a gente está perdido — diz Sérgio Malheiros, de 33 anos. — Isso é algo que a geração está passando. Bruna Marquezine e Sérgio Malheiros em 'Amor da minha vida' Divulgação Talvez por isso, a frase que Matheus Souza, criador e um dos diretores de “Amor da minha vida”, tenha mais ouvido do público desde 2024 seja: “eu sou a Bia”. —Eram mulheres jovens que se sentiram acolhidas, representadas e menos sozinhas porque a série abraça o erro e não exige perfeição. É anti-ChatGPT. Fã de comédias românticas e dedicado ao “coming-of-age” desde que ainda era estudante de cinema e dirigiu “Apenas o fim” em 2008, Matheus escolheu para o papel de Bia uma atriz cujo amadurecimento o Brasil inteiro acompanha: Bruna Marquezine. Nela, ele coloca a responsabilidade de “completá-lo artisticamente”. —Roteiro é obra que ninguém vê, e quem bota o holofote é o ator. Bruna é um sol inteiro, é a maior atriz da geração dela. Se tantas meninas se identificam com a Bia, é muito também porque ela tem essa magia identificável que as grandes têm — diz Matheus, que tem, no currículo, a direção de sete filmes e roteiro de 13.

Era de streaming “Amor da minha vida” é a primeira série de Bruna que ganha uma continuidade. Sua primeira empreitada no streaming, depois de anos na TV Globo, onde surgiu como a pequena Salete da novela “Mulheres apaixonadas” (2003), foi “Maldivas”, cancelada pela Netflix em 2022 com apenas uma temporada. Já filmou “Véspera”, adaptação do romance de Carla Madeira para a HBO Max, ainda sem data de estreia, mas só na obra de Matheus experimenta os cargos de produtora e codiretora. Quem sabe agora, com novos episódios em produção, ela carimbe seu nome na direção de um deles? — Acho que falta um pouco de coragem. Sinto muito prazer em cocriar com os outros diretores. Fico com uma coisa de “me falta bagagem, me falta mais experiência” para assumir alguma coisa. Não sei se isso é uma forma de me defender. Uma fala que serve para Bia e seus dilemas na segunda temporada. Ela vai entrar 100% na vida adulta ou continuar se escondendo atrás dos desafios da juventude? Crescer dói e puxando o curativo estão novos personagens como o cantor sertanejo Zé Henrique (Romulo Estrela) e a diretora Giovana (Alanis Guillen), dois dos novos amores da protagonista. —Giovana traz um pouco esta ideia de que, se a Bia se relacionar com ela, vai conseguir sair dessas outras relações caóticas que ela teve — diz Alanis. Atriz paulista de 28 anos, Alanis volta à cena depois de se despedir, em maio, de Lorena, personagem da novela “Três Graças”, da TV Globo. Com Gabriela Medvedovski(intérprete de Juquinha), formou o casal “Loquinha”, um dos maiores sucessos recentes da teledramaturgia. Agora, com a Bia de Bruna Marquezine, qual vai ser o nome do casal? —Sou horrível com isso! (risos) — diz ela, aceitando a sugestão dos colegas para Gia e Biana.

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