Alunos de Itapetininga criam app para conectar mulheres com câncer de mama: 'Rede de apoio'

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Fonte da notícia: G1 G1

Estudantes de Itapetininga criam app para apoiar pacientes com câncer O diagnóstico de câncer de mama e a necessidade de um tratamento contínuo exigem força física e emocional das pacientes, que muitas vezes precisam de uma rede de apoio para enfrentar os desafios da doença.

Pensando nisso, estudantes de Itapetininga (SP) desenvolveram um aplicativo para acolher e apoiar mulheres que enfrentam a doença. Entre elas está Adriana Monteiro, que está na reta final do tratamento e, ao longo dessa jornada, criou um vínculo de afeto.

📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "É de forma leve e assustador falar que teve câncer, mas o tratamento em si foi muito tranquilo.

Tive uma rede de apoio enorme de todas as amigas e da minha irmã, que me ajudaram muito. Foi um período tranquilo", diz a paciente.

Alanis Bowen, estudante de design, foi uma das criadoras da ferramenta. Segundo ela, a ideia é conectar mulheres que têm experiências parecidas, para, assim, ajudar na organização de tratamentos e medicamentos.

"Ela pode comentar sobre as coisas do tratamento dela e do dia a dia, para se sentir mais à vontade em conversar com mulheres que estão passando pelo mesmo que ela, ou que já passaram. Então, ela pode falar sobre a primeira quimioterapia dela e perguntar dicas do que ela pode fazer.

É uma comunidade segura para que elas possam conversar sobre", explica. LEIA TAMBÉM

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Reprodução/TV TEM Beatriz Rodrigues, que participou do processo de criação junto a Alanis, diz que percebeu a necessidade do aplicativo por meio de pesquisas.

Ela aponta que, na maioria das verzes, as mulheres se sentem sozinhas e apreensivas ao receberam o diagnóstico. "Nós vimos, com entrevistas e pesquisas, como a questão psicológica e a rede de apoio faz falta no cotidiano dessas mulheres.

Elas se sentem sozinhas e muito apreensivas. Então, quisemos trazer essa rede de apoio justamente para melhorar a questão cotidiana e como elas se sentem durante o tratamento", afirma.

Aplicativo dá apoio às pacientes com câncer de mama Reprodução/TV TEM

Conforme o trabalho foi sendo desenvolvido, as estudantes perceberam que poderiam ir além do mundo acadêmico e, de fato, colocar o trabalho em prática. Gabriela Rodrigues conta que, a partir do apoio de professores, médicos oncologistas e mulheres que vivenciaram o câncer de mama, elas decidiram expandir a ideia e criar o aplicativo Mira.

O nome escolhido também tem um significado especial. "Escolhemos 'Mira' justamente pela questão do olhar.

Pensamos em fazer um aplicativo para que a mulher pudesse ser o centro do próprio tratamento. O 'Mira' vem de olhar para si e, também, do sentido de mirar para o seu resultado, a sua cura.

Criamos um carinho muito grande no desenvolvimento", conta. Como paciente de câncer de mama, Adriana explica a importância de exames de rotina, como a mamografia e o papanicolau.

Com um diagnóstico precoce, as chances de sucesso no tratamento são maiores. "É importante que o exame de prevenção seja feito, porque ele salva nossas vidas.

Se você receber o diagnóstico precoce, ajuda praticamente em 99%, para o tratamento ser feito de forma tranquila", alerta. Adriana está na fase final do tratamento contra o câncer

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Publicação Original G1 g1.globo.com
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