O advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media – empresa de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump –, alfinetou nesta terça-feira (3) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua aliada, a ex-mandatária argentina Cristina Kirchner (2007-2015), devido a uma reportagem do The Washington Post que apontou que a peronista planeja voltar ao poder seguindo a mesma trilha que o petista.
Cristina, que está inelegível e desde o ano passado cumprindo prisão domiciliar por uma condenação por corrupção, disse em entrevista ao jornal americano que cogita concorrer contra Javier Milei na eleição presidencial de 2027. A reportagem traçou paralelos com o caso de Lula, que, após ser preso em 2018, foi libertado no ano seguinte e voltou à política depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou em 2021 as condenações do petista no âmbito da Operação Lava Jato.
“Kirchner e seu advogado, Rafael Valim, solicitaram ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que analise o caso, sob o argumento de que ela teve o devido processo legal negado e seus direitos fundamentais violados. Esse foi o caminho trilhado por Lula; Valim atuou como assessor no caso dele”, escreveu o Post em reportagem publicada na segunda-feira (2).
“O aspecto mais revelador da reportagem do Washington Post sobre Cristina Kirchner é que ela pretende seguir a mesma cartilha utilizada por Lula...”, escreveu De Luca no X. Em outro post, publicado na segunda-feira, o advogado, que apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na eleição brasileira, já havia questionado os caminhos que permitiram a volta de Lula à política e feito comparações com o caso de Cristina.
“As decisões que reabriram o caminho de Lula à presidência não representaram uma absolvição quanto às acusações de corrupção que pesavam contra ele. Foi assim que fizeram no Brasil.
O que será que estão planejando para a Argentina no ano que vem?”, questionou De Luca. Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Gazeta do Povo (Mundo)