Administrador do PNUD diz ao CMG que CIIE comprova força da cooperação com o mundo

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

O administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Alexander De Croo, concedeu recentemente uma entrevista exclusiva ao Grupo de Mídia da China (CMG). Na estreia do PNUD na Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), De Croo destacou que a feira mostra oportunidades de desenvolvimento com repercussão mundial.

Para De Croo, plataformas como a CIIE reforçam a convicção compartilhada pela maioria dos países de que cooperar com o resto do mundo serve melhor aos interesses no comércio, no combate às alterações climáticas ou na gestão dos fluxos migratórios e de refugiados. Cabe agora reunir quem aposta na cooperação multilateral, em linha com a posição da China e de muitos outros países.

Durante a visita, o PNUD e a China assinaram um acordo para criar em Shanghai o Centro de Desenvolvimento Sustentável Global do PNUD, destinado a partilhar com o mundo a experiência acumulada em cinco décadas de cooperação. De Croo justificou a escolha: Shanghai é um dos principais polos de inovação do mundo, está ligada a todas as regiões do globo e, com o maior porto do planeta, é ao mesmo tempo o centro da cooperação do PNUD com as autoridades chinesas e uma plataforma ideal para partilhar experiências.

Segundo o chefe do PNUD, o centro terá três eixos: a transição verde, para estudar como crescer nesse novo contexto; a transformação digital e da inteligência artificial, com a tecnologia como motor do desenvolvimento; e o financiamento do desenvolvimento, onde já não bastam os fundos públicos e o desafio é alavancar capital privado para ampliar o impacto.

Junta-se ainda um domínio com características próprias, no qual a China há muito se destaca: a Cooperação Sul-Sul. Em 2024, ainda como primeiro-ministro da Bélgica, De Croo se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping.

Ele qualificou a visita como inesquecível, evocou as raízes profundas das relações sino-belgas. O ex-primeiro-ministro salientou sobretudo o respeito mútuo, além do chefe de Estado de um país com mais de um bilhão de habitantes ter dedicado boa parte de um dia a uma conversa aprofundada com o dirigente de um país de 11 milhões.

Para ele, essa é a expressão mais viva do respeito entre nações, que não se mede pela dimensão, mas pelos valores partilhados. De Croo defendeu ainda a reconstrução da confiança em instituições como a ONU.

Ele destacou que nem o país mais rico e poderoso resolve sozinho as alterações climáticas, a pobreza ou a violência extremista. Os bens públicos internacionais só se garantem em cooperação, frisou.

Na entrevista, o administrador do PNUD propôs uma ONU mais eficaz e forte, com a missão de conter conflitos e pôr fim às hostilidades, e assegurou apoio a todas as partes que promoverem esforços sinceros para travar a guerra e preservar o cessar-fogo. Fonte: CGTN —

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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