A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) protocolou duas propostas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para testar a tokenização de ativos em redes de tecnologia de registro distribuído (DLT). O primeiro projeto, chamado de piloto multirrede, prevê testes em diferentes redes, com operações simuladas envolvendo debêntures e FIDCs.
A proposta reúne Banco Inter, Mercado Bitcoin, Parfin, Stellar, Chainlink e outras empresas, e busca avaliar a integração entre redes públicas e permissionadas. Já o segundo projeto, chamado de piloto institucional, terá um escopo mais restrito e será realizado na rede Stellar, com a participação de Itaú, Taurus e Cheesecake Labs.
Segundo a associação, as duas propostas têm abordagens distintas, mas devem produzir informações complementares para a avaliação da CVM sobre o uso da tecnologia no mercado de capitais. Os testes também vão avaliar a segurança das operações, a proteção de dados e ferramentas que permitam ao regulador acompanhar as transações realizadas nas redes.
A proposta é verificar como a CVM poderá monitorar essas operações e identificar eventuais riscos. Os projetos fazem parte do Programa Piloto DLT da CVM, criado para avaliar o uso dessa tecnologia no mercado de capitais.
Os testes serão realizados em ambiente experimental, com ativos e recursos fictícios, e não representam autorização para operações comerciais.
Globo