Um ataque da Rússia com drone à principal estação ferroviária na cidade de Dnipro, na região sudeste da Ucrânia, matou pelo menos 14 pessoas e deixou outras dez feridas nesta quinta-feira (29). O bombardeio é o mais recente na onda de ataques russos à infraestrutura ferroviária ucraniana, além da energética.
“Os russos lançaram um ataque com drone contra uma plataforma onde estavam parados um trem metropolitano comum e um trem de passageiros de linha regular”, afirmou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em post no X. “Quantos ataques terroristas a Rússia já realizou contra o nosso povo desde que as sanções contra certos oligarcas russos e o setor energético russo foram suspensas — em vez de haver uma desescalada?”, escreveu o mandatário ucraniano.
“É precisamente por isso que a Ucrânia sempre afirmou que é necessária uma ação justa e decisiva por parte dos Estados Unidos e da Europa em resposta à escalada russa; as sanções contra Moscou e sua máquina de guerra não devem ser flexibilizadas enquanto esta guerra russa continuar”, acrescentou.
A mensagem de Zelensky foi um recado direto ao presidente americano, Donald Trump, já que ontem a mídia estatal russa relatou que Washington está em negociações com o Kremlin para suspender as sanções contra o fundo soberano da Rússia, que foram impostas pelo governo Joe Biden no começo da guerra, em 2022.
Outras medidas recentes de Trump foram criticadas por Zelensky, por considerar que ajudam a Rússia na guerra, como comprar diesel russo e suspender tarifas a países que importam combustíveis e outros produtos russos. Na semana passada, após um encontro na Rússia entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ditador Vladimir Putin, o Kremlin informou que o líder russo concordou em retomar as negociações de paz com a Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos a partir do próximo mês.
Nesta semana, entrou em vigor um cessar-fogo na cidade ucraniana de Oleshky, mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e pelo papa Leão XIV, para viabilizar a entrada de ajuda humanitária e preparar a evacuação de civis que queiram deixar a localidade. Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Gazeta do Povo (Mundo)