O Pentágono sofre uma mudança nos altos cargos militares após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitir o principal planejador militar do Pentágono. A informação foi divulgada pela imprensa americana, por veículos como a CBS News, The Atlantic e Associated Press.
O tenente-general do Exército Brett Sylvia foi acusado de má conduta por vazar informações confidenciais relacionadas à guerra com o Irã e à guerra entre Rússia e Ucrânia. Sylvia não passou em três testes de polígrafo sobre o compartilhamento de informações confidenciais com a imprensa.
Posteriormente, o caso foi levado ao Departamento de Justiça; Nrett é o mais recente de uma série de generais a serem destituídos, e sua demissão ocorre em um momento em que o presidente Trump avalia novos ataques ao Irã na guerra que já dura oito meses.
Sylvia foi exonerado do cargo de chefe de estratégia, planejamento e política do Estado-Maior Conjunto. Ele é o segundo general a ser removido do cargo, conhecido nos círculos militares como "J5", sob o comando de Hegseth.
Seu antecessor, o tenente-general Joseph McGee, foi forçado a se aposentar em outubro passado. 'O Presidente, o Estado-Maior Conjunto e as Forças Armadas Conjuntas expressam sua mais profunda gratidão ao Tenente-General Brett Sylvia e sua família por seus 32 anos de serviço exemplar à nossa nação e desejam 'a ele e sua família tudo de bom', disse um porta-voz do Pentágono.
Normalmente, o diretor e a equipe do J5 são responsáveis por elaborar e coordenar planos militares com o chefe do Estado-Maior Conjunto e com o presidente. A demissão de Sylvia ocorre em um momento em que Trump tem reiteradamente cogitado iniciar novas operações militares contra o Irã.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP
O presidente prometeu 'terminar o trabalho' no Irã, após ter iniciado a guerra com Israel há oito meses, e afirmou que novos ataques são uma opção após as eleições de meio de mandato na próxima semana. Autoridades americanas teriam alertado diversos países do Oriente Médio e aliados regionais para que se preparem para uma possível retomada das ações militares após as eleições de terça-feira, bem como para a possibilidade de o Irã tentar retaliar.
Um terceiro porta-aviões americano e milhares de soldados adicionais estão a caminho da região. Ele é o mais recente de quase duas dezenas de generais, almirantes e outros líderes militares a serem demitidos, forçados a se aposentar ou a deixar seus cargos durante a gestão de Hegseth.
Quase nenhuma dessas mudanças foi explicada publicamente pelo Pentágono. Isso inclui os secretários civis do Exército e da Marinha, bem como alguns dos principais oficiais uniformizados das Forças Armadas.
Hegseth afirmou no mês passado que ordenou às Forças Armadas que dobrassem os cortes no número total de oficiais superiores, para uma redução de 20%, a ser concluída até 1º de janeiro de 2027. Atualmente, existem cerca de 800 cargos de almirante e general.
CBN