Por Gustavo MaiatoPostado em 30 de outubro de 2026 Há mais de três anos, Zakk Wylde divide seu tempo entre o Black Label Society e o Pantera.
Ao lado do baterista Charlie Benante e dos remanescentes Phil Anselmo e Rex Brown, ele assumiu a missão de homenagear os irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul, e já levou o repertório da banda a estádios em datas com o Metallica. Para o guitarrista, porém, a decisão de aceitar o convite nunca exigiu reflexão.
Em entrevista ao podcast Go With Elmo, de Elmo Lovano, Wylde contou que a ligação partiu de Anselmo, que telefonou para a casa dele falando em sair na estrada para honrar Vinnie e Dime. Quando os primeiros shows começaram, no México, abrindo para o Judas Priest, Rob Halford comentou com o guitarrista que aquela era uma homenagem bonita.
A resposta de Zakk foi direta. "Eu disse: 'Obrigado, Rob.' Mas, para mim, nunca foi questão de se eu faria, mas de quando.
Seria como Mitch Mitchell e Noel Redding pedindo para Eric Clapton homenagear o Jimi. Claro que o Eric faria.
Por que ele diria não? É o amigo dele. Seria tipo: 'Vocês querem que eu saia por aí e homenageie o Jimi? Claro que eu faço.'"
Segundo Wylde, Benante pensava do mesmo jeito, já que era próximo de Vinnie e Dime havia ainda mais tempo. O guitarrista disse que a conversa sobre uma eventual volta do Pantera existia havia anos, e que ele sempre respondia que a decisão cabia a Anselmo e Brown.
"Se os caras precisassem de ajuda, seriam as forças aliadas. Se dissessem: 'Precisamos de reforço, vocês têm que vir ajudar', a resposta seria: 'Beleza, estamos lá'", afirmou.
No Go With Elmo, Zakk também falou sobre o desafio de tocar as partes de Dimebag. Ele contou que o mais interessante foi entender as escolhas de composição do amigo, que evitava o caminho óbvio nas mudanças de acordes.
"Parece que vamos virar à esquerda ali. Então vamos para a direita", resumiu.
Para ele, é essa escrita, além da técnica, que explica a genialidade de nomes como Dime, Jake E. Lee, Randy Rhoads e Tony Iommi.
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