Cerca de 36 mil pessoas fugiram do sul da Etiópia para o Quênia devido aos recentes confrontos que, há vários dias, opõem forças armadas das regiões Somali e Oromia, informou a ONU nesta terça-feira (27). O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, anunciou que "acompanha de perto a situação ao longo da fronteira entre a Etiópia e o Quênia, onde cerca de 36.000 pessoas" atravessaram para se refugiar no Quênia, "fugindo da violência".
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"Muitos dos recém-chegados são mulheres e crianças. Enquanto alguns encontraram abrigo com familiares e comunidades locais, outros estão alojados em locais temporários.
A necessidade mais urgente é a alimentação, além de água potável, abrigo, saneamento e assistência médica", acrescentou a entidade. A porta-voz do ACNUR, Eujin Byun, disse à AFP que, desde quinta-feira, "houve um aumento significativo no número de pessoas que cruzam da Etiópia para o Quênia pela zona fronteiriça de Moyale".
— Nossa prioridade imediata é identificar e atender às necessidades urgentes das pessoas que buscam segurança, ao mesmo tempo em que apoiamos as comunidades locais que as acolhem generosamente — acrescentou. A Etiópia, segundo país mais populoso da África, com cerca de 130 milhões de habitantes, é palco de diversos conflitos armados em diferentes partes de seu vasto território.
As zonas de fronteira entre suas diferentes regiões são, com frequência, foco de confrontos. Há vários anos, o governo federal mantém conflitos com movimentos rebeldes nas regiões de Oromia e Amhara, as mais populosas do país.
As divergências diplomáticas com a Eritreia também alimentam os receios de um novo conflito entre esses países vizinhos, marcados por instabilidade.
O Globo