No último sábado (31/10), o vice-presidente do Vila Nova (GO), Hugo Jorge Bravo, rememorou uma das partidas mais polêmicas da história do futebol brasileiro durante uma coletiva de imprensa. Ele fez a comparação ao criticar a arbitragem após o empate de 2 a 2 do clube goiano contra o Juventude, válido pela 36ª rodada da série B do Campeonato Brasileiro.
A partida histórica citada pelo dirigente ocorreu em 21 de agosto de 1981, quando o Vila Nova enfrentou o Atlético Mineiro pela Copa Libertadores, arbitra do polêmico José Roberto Wright. Bravo apresentou os lances controversos da época em um telão para exemplificar sua indignação com as decisões de hoje, especificamente em relação ao último jogo do Vila Nova.
“O torcedor vem, pega chuva, paga o ingresso. Ele vai embora pra casa com qual sentimento? Que futebol não é lugar de gente séria.
Meu pai foi naquele Atlético-MG x Flamengo, com o senhor Wright, que assaltou naquela ocasião. Assaltou!”, desabafou Bravo, ressaltando o sentimento de frustração que muitos torcedores deixaram o estádio carregando.
No jogo de 1981, a arbitragem de José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Atlético, tornando a situação insustentável e culminando na perda por W.O., o que garantiu ao Flamengo a classificação na competição. Essa lembrança continua a reverberar no universo do futebol, simbolizando uma época marcada por contestações sobre a arbitragem.
Além da forte declaração do vice-presidente, o Vila Nova emitiu uma nota oficial nas redes sociais, onde criticou a condução das arbitragens no Campeonato Brasileiro. O clube alegou que decisões equivocadas influenciaram diretamente os resultados nos últimos jogos, especificamente referência ao pênalti não marcado contra o Juventude.
A equipe goiana ocupa a terceira posição na tabela da série B, com 63 pontos, enquanto o Juventude lidera com 65 pontos. O resultado do confronto impediu que o Vila Nova assumisse a liderança do campeonato, aumentando a tensão em torno das decisões da arbitragem.
A indignação de Bravo e a resposta oficial do Vila Nova refletem um clima de insatisfação que permeia não apenas o clube, mas também boa parte do cenário esportivo brasileiro, onde questões sobre a justiça nas decisões de arbitragem se tornam cada vez mais comuns. Com este cenário desafiador, cabe ao Vila Nova buscar não apenas manter sua posição na tabela, mas também lutar por uma revisão nas práticas de arbitragem para que os torcedores possam voltar a se sentir respeitados e representados dentro dos estádios.
Diário do Estado GO