As vereadoras Luana Alves e Amanda Paschoal, do PSol, classificaram como retaliação e perseguição o pedido de cassação de seus mandatos feito por membros da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que fizeram parte da comissão especial da Câmara Municipal que analisou o pedido de impeachment no emedebista.
A coluna noticiou que os vereadores Major Palumbo (PP), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos) vão protocolar nesta quinta-feira (5/11) um pedido de cassação de Amanda e Luana por suposta quebra de decoro. Amanda Paschoal (foto em destaque) foi uma das autoras do pedido de afastamento do emedebista, enquanto Luana Alves integrou a comissão.
Os autores da representação alegam que, dias antes da sessão que derrubou o pedido de impeachment, as vereadoras do PSol teriam coordenado campanhas e publicações em redes sociais expondo os pares e conclamando seguidores a pressionar os cinco parlamentares da comissão que fazem parte da base aliada de Nunes.
À coluna, Luana Alves disse não ter se surpreendido com o movimento e afirmou que os aliados de Nunes estão tentando intimidá-las pelo fato de terem batalhado pelo impeachment do prefeito. “O prefeito cometeu crime de responsabilidade ao descumprir ordem do TRE e a gente tem toda a liberdade para falar o porquê.
Infelizmente, essa comissão não tomou uma decisão baseada nos fatos, tomou baseada em um acordo político. Isso é fato e não é nenhum tipo de ofensa”, afirmou a vereadora.
Amanda Paschoal afirmou que Nunes está usando a base para retaliar e tentar “cassar o mandato que o povo me deu, agindo como um ditador municipal que não aceita críticas e quer calar a oposição na força, sem perceber que essa perseguição só nos dá mais força e que o povo jamais esquecerá o que ele fez”.
“No dia da eleição, Ricardo Nunes descumpriu uma decisão expressa da Justiça Eleitoral ao não disponibilizar 100% da frota de ônibus em São Paulo para impedir o povo de votar, cometendo um crime eleitoral grave contra a nossa democracia, o que me levou a exercer meu papel protocolando o pedido de impeachment dele na Câmara Municipal; contudo, a maioria governista correu para arquivar o pedido para proteger o prefeito”, disse a vereadora à coluna.
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