USS Lincoln: Porta-aviões americano retorna ao seu porto de origem nos EUA após conturbada missão no Golfo Pérsico

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O porta-aviões USS Abraham Lincoln, cujo longo período de serviço no Golfo Pérsico, apoiando a guerra do presidente Donald Trump contra o Irã, gerou preocupações com a saúde de sua numerosa tripulação, retornou ao seu porto de origem nesta quinta-feira. Famílias de militares, homens e mulheres, alinharam-se no cais de San Diego, na Califórnia, para dar as boas-vindas a entes queridos que não viam há quase um ano. Crise a bordo de um porta-aviões americano: Marinheiros exaustos, problemas de saúde mental e escassez de alimentos Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp O gigantesco navio de guerra movido a energia nuclear partiu da Califórnia em novembro de 2025 para cumprir missão no Mar da China Meridional e foi redirecionado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos EUA-Israel ao Irã, que começaram no final de fevereiro. O navio permaneceu no mar até fazer escala em um porto na Tailândia no início de setembro. O longo período de serviço teve um custo elevado para o pessoal militar americano a bordo do Lincoln e dos navios de guerra que o acompanhavam. Em agosto, famílias de militares e legisladores alertaram para problemas como tentativas de suicídio relatadas e escassez de alimentos a bordo do porta-aviões. Oito marinheiros que faziam parte do grupo de ataque do porta-aviões tentaram tirar a própria vida durante a longa missão da embarcação em apoio à guerra contra o Irã, segundo uma carta da Marinha dos Estados Unidos no fim de setembro.

Um dos marinheiros designados para a ala aérea do Lincoln "caiu no mar a partir do navio" no início de agosto e foi resgatado por um dos helicópteros de salvamento do porta-aviões, informou Hung Cao, secretário interino da Marinha, na carta. Um segundo marinheiro tentou se jogar ao mar em março, mas foi impedido por colegas de tripulação, escreveu Cao. Os outros seis foram impedidos de pular, segundo relatos dos jornais Navy Times e Stars and Stripes. Alívio: Novo porta-aviões americano chega ao Oriente Médio para aliviar a pressão sobre o USS Abraham Lincoln No mês passado, o presidente americano descartou as preocupações sobre as condições difíceis relatadas a bordo do navio. Questionado se estava preocupado com a saúde mental da tripulação e se considerava que a missão havia durado tempo demais, o presidente respondeu: — Não. Não. Não. Nem de longe tempo suficiente. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também minimizou as condições difíceis a bordo do Lincoln, afirmando que a situação havia sido "deturpada". Uma mulher aguarda a chegada de um familiar a bordo do USS Abraham Lincoln, que esteve em missão no mar por um período recorde de 10 meses, rumo à Estação Aeronaval de North Island, em San Diego, Califórnia DAVID SWANSON/AFP Esta notícia está em atualização.

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