União tenta obter valor de leilão para quitar dívida de Romário

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A Fazenda Nacional solicitou à Justiça a liberação de recursos obtidos no leilão de um imóvel pertencente ao senador Romário (sem partido-RJ) e à sua ex-companheira Mônica Santoro de Carvalho para quitar débitos de Imposto de Renda acumulados há mais de duas décadas, informa Manoela Alcântara, do Metrópoles.

O processo de cobrança teve início em 2002, quando o governo federal ingressou com ação para receber R$ 296,4 mil. Em julho deste ano, o montante atualizado da dívida já alcançava R$ 845,9 mil, segundo dados do órgão fiscal. Como o valor arrecadado com a venda da propriedade ainda não havia sido transferido para a conta judicial da cobrança, a União requereu o bloqueio preventivo das contas bancárias e aplicações financeiras do parlamentar, de seu filho — que era o único alvo inicial do processo até 2010 — e da ex-companheira.

A solicitação de congelamento de ativos, no entanto, foi negada em 9 de outubro pela juíza federal Adriana Barretto de Carvalho Rizzotto. A magistrada avaliou que a retenção dos valores da venda do imóvel já é suficiente para garantir o pagamento da dívida, tornando desnecessária uma nova restrição financeira. Com isso, a ação foi suspensa até 20 de novembro ou até que ocorra a transferência do montante para a conta vinculada ao processo.

O bem levado a leilão é uma cobertura no condomínio Golden Green, localizado na Avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Além da pendência tributária, a propriedade foi objeto de litígio judicial movido por vizinhos do andar inferior em razão de infiltrações no apartamento. A disputa sobre a responsabilidade pelos prejuízos tramitou até o Superior Tribunal de Justiça (STJ) antes da realização do leilão.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o senador informou que contesta na Justiça a inclusão do seu nome na Dívida Ativa da União.

“Os débitos questionados não decorrem de obrigação originária do senador, que figura nos processos como devedor solidário, razão pela qual a cobrança é objeto de contestação judicial”, afirma a nota.

O posicionamento do parlamentar conclui ressaltando que, “por orientação de seus advogados, o senador não fará comentários adicionais até a conclusão da análise pelo Judiciário”.

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