Treinamento da FAB em Florianópolis conta com representantes dos EUA e do Canadá para troca de informações e envio de aeronaves

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Exercício Carranca mobiliza 300 militares e oito aviões na capital até 13 de novembro; intercâmbio busca padronizar buscas e compartilhar experiências Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

As atividades operacionais conduzidas pela FAB (Força Aérea Brasileira) no Exercício Operacional Carranca, sediado na Base Aérea de Florianópolis, reúnem cerca de 300 militares e oito aeronaves. O treinamento teve início na sexta-feira (30) e segue até o dia 13 de novembro, contando com a presença de observadores militares internacionais para intercâmbio de protocolos e experiências.

Segundo a corporação, participam da comitiva representantes dos Estados Unidos, do Canadá e de nações da América do Sul e do Caribe. A aproximação estratégica visa alinhar sistemas de comunicação e respostas rápidas em ocorrências de resgate.

“A pequena semente que foi plantada esse ano, a gente entende que em pouco tempo, depois que visualizarem como que a gente trabalha, gera lá na frente cartas de acordo operacional, documentação que facilite essa esse envio e troca de mensagens de informação para salvaguardar para salvaguardar a vida humana”, disse o Major Victor Saraiva da FAB em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5).

Na mesma ocasião, o major Raphael Rosa explicou que a colaboração internacional em operações de busca e salvamento acelera a adoção das melhores práticas globais. Ele exemplificou com a experiência operacional da FAB na região amazônica, cujo conhecimento é compartilhado com outros países e retorna na forma de novas metodologias técnicas.

Um destaque da fala do Major Saraiva foi a confirmação de que a observação consiste em um primeiro passo do intercâmbio de informações, que tem como objetivo final a presença de aeronaves internacionais no Brasil, assim como o contrário. “Ano passado, eu estive no Canadá como observador.

Então, a ideia é também de a gente mandar aeronaves para lá ou para os próprios Estados Unidos. A ideia é ter essa intercooperação.

O ganho é exponencial”, comentou. Segundo a FAB, o treinamento tem como finalidade primordial “aprimorar o preparo das tripulações e das equipes envolvidas nas operações de Busca e Salvamento, padronizar procedimentos e fortalecer a integração entre aeronaves, unidades operacionais e centros responsáveis pela coordenação das missões”.

As atividades simulam cenários reais de emergência em ambientes terrestres e marítimos, com foco na atualização das rotinas do Sissar (Sistema Aeronáutico de Busca e Salvamento). A estrutura é encarregada de coordenar missões de resgate em uma área estratégica de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, que engloba o território nacional e uma vasta faixa sobre as águas internacionais do Oceano Atlântico.

Militares realizam treinamento de salvamento em alto mar na BAFLVídeo: Sarah Pretto/ND Mais Diretor do Exercício, Coronel Aviador Davi de Abreu, destaca que a Carranca reúne militares de diferentes regiões do Brasil.

Durante a ação, há a integração das equipes e padronização de procedimentos, além do compartilhamento de experiências. “Esse treinamento também nos permite avaliar nossas capacidades e identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados.

Afinal, em uma situação real de emergência, precisamos estar preparados para agir de forma rápida, coordenada e eficiente”, disse. A frota destacada para o treinamento inclui os modelos P-95BM Bandeirulha, o cargueiro multimissão KC-390 Millennium, o avião de busca SC-105 Amazonas e os helicópteros H-60L Black Hawk, operados por diferentes esquadrões aéreos.

Militares do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil também atuam de forma integrada na operação. O Exercício CARRANCA faz parte do preparo anual do Sissar, para integração dos órgãos envolvidos nas ações aeronáuticas de Busca e Salvamento.

A simulação ocorre desde o acionamento de centros de coordenação, pasando pela a análise do alerta e o planejamento das buscas até o emprego das aeronaves, a localização das vítimas, chegando a execução das ações de salvamento. Os cenários são pensados em cenário progressivos de dificuldade, permitindo avaliar os procedimentos operacionais, a atuação das equipes e a capacidade de resposta diante de diferentes situações de emergência.

Matheus Bastos é estudante de Jornalismo na UFSC e, no ND Mais, escreve sobre assuntos de interesse público da vida do catarinense. Entre assuntos mais abordados estão o meio ambiente, segurança pública e a infraestrutura de Santa Catarina, com foco especial em Florianópolis e região.

Foi premiado na Expojor UFSC, em trabalhos de áudio e jornalismo digital, e recebeu o Prêmio ACMP de Jornalismo, em 2025, com a reportagem “Corrupção de milhões: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC”. Também atua na cobertura de destaques da política de Santa Catarina e integra a cobertura das Eleições 2026 no portal ND Mais.

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