Toffoli foi à final da Champions em camarote de empresárioReprodução O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli acompanhou a final da Champions League de 2024 em um camarote do empresário Alberto Leite, proprietário da empresa de segurança digital FS Security. A partida foi disputada no estádio de Wembley, em Londres, no dia 1º de junho, quando o Real Madrid venceu o Borussia Dortmund por 2 a 0.A presença do magistrado no espaço do empresário foi revelada pelo jornal O Globo.
Na ocasião, Leite confirmou que encontrou Toffoli e chegou a publicar uma fotografia ao lado dele nas redes sociais, mas apagou a imagem posteriormente.O episódio voltou a chamar atenção em novembro de 2026, após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Os registros indicam que o ministro teria solicitado ajuda para conseguir dois ingressos para outra partida da competição europeia, desta vez uma semifinal disputada em Madri, na Espanha.Quem é o empresário do camarote?Alberto Leite é proprietário da FS Security, empresa que atua no segmento de segurança digital.
O empresário também esteve entre os patrocinadores do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres, em abril de 2024.O encontro reuniu integrantes do Judiciário e outras autoridades brasileiras, entre eles Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o então procurador-geral da República, Paulo Gonet.Questionado sobre a presença de Toffoli na final da Champions, Leite negou que tivesse convidado o ministro para assistir à partida em seu camarote, embora tenha confirmado que os dois se encontraram.Toffoli, por sua vez, informou que pagou as próprias passagens, hospedagem e despesas de consumo durante a viagem.Segurança teve custo de R$ 39 milA viagem do ministro ao Reino Unido também gerou despesas para os cofres públicos.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, o STF pagou aproximadamente R$ 39 mil em diárias internacionais a um agente de segurança que acompanhou Toffoli entre 25 de maio e 3 de junho de 2024.O ministro não esclareceu se também arcou com os custos relacionados à segurança pessoal.O Supremo informou que Toffoli não recebeu passagens ou diárias do tribunal.
A Corte também afirmou que os deslocamentos de agentes de segurança são necessários para a proteção dos magistrados e que os gastos são divulgados no Portal da Transparência.Mensagens apontam pedido de ingressos a VorcaroOutro episódio envolvendo Toffoli e a Champions League veio à tona em 3 de novembro de 2026.Segundo uma reportagem, mensagens divulgadas pelo site MasterWhats indicam que o ministro teria recorrido a Daniel Vorcaro para conseguir dois ingressos para a semifinal entre Real Madrid e Bayern de Munique, disputada em 8 de maio de 2024, em Madri.A conversa ocorreu em 30 de abril daquele ano, entre Vorcaro e Ana Matos, então superintendente de comunicação e marketing do Banco Master.Na troca de mensagens, a funcionária informou ao banqueiro que o ministro havia pedido ajuda para adquirir dois convites para a partida.
Vorcaro respondeu que conseguiria as entradas.O conteúdo divulgado, porém, não comprova que os ingressos tenham sido efetivamente adquiridos, entregues ou utilizados, nem esclarece quem teria arcado com os custos.Ministro negou amizade com banqueiroEm fevereiro de 2026, Toffoli divulgou uma manifestação na qual negou ter relação de amizade ou amizade íntima com Vorcaro.
Também afirmou que nunca recebeu valores do empresário ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.Na mesma ocasião, o ministro confirmou que integrava a empresa Maridt Participações, que teve participação societária no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.Segundo o esclarecimento, a participação foi vendida em duas etapas, em setembro de 2021 e fevereiro de 2025.
Uma das operações envolveu o fundo Arleen, que tinha como único cotista Fabiano Zettel.A investigação sobre o Banco Master no Supremo está atualmente sob responsabilidade do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
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