Luiz Fernando Rodrigues dos Santos, morto durante uma perseguição policial na manhã de quarta-feira, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, acumulava 27 passagens pela polícia, principalmente por crimes de roubo. Apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma organização criminosa especializada em roubos na região, ele foi localizado após um trabalho de inteligência com apoio da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). Segundo a corporação, Luiz Fernando era uma das lidenraças da quadrilha da qual também faria parte o principal suspeito da tentativa de latrocínio — roubo seguido de morte — contra a arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, baleada durante um assalto no Leblon na semana passada. Vídeo: Perseguição a carro que participou de assalto a idosa no Leblon termina com suspeito morto em Botafogo Rede mirava meninas de Cidade de Deus e Jacarezinho: Suspeita de integrar esquema de exploração sexual infantil é presa no Rio O monitoramento do veículo começou às 9h16, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, e terminou às 10h38, na Rua São Clemente, em Botafogo. De acordo com a Civitas, o carro passou por seis bairros em cerca de 1h22: Centro, Lapa, Catete, Glória, Flamengo e Botafogo. Ao longo do trajeto, o sistema de monitoramento emitiu 19 alertas à polícia, cada um correspondente a um registro da passagem do veículo. Monitoramento de veículo suspeito no Rio Civitas Rio Segundo a Polícia Civil, informações de inteligência indicavam que o carro era utilizado para dar suporte logístico a outros integrantes da quadrilha. Na manhã de quarta-feira, o grupo estaria atuando nas regiões do Centro e da Zona Sul da cidade. A perseguição teve início em Botafogo, durante uma tentativa de interceptação do veículo. De acordo com a versão preliminar da Polícia Civil, o suspeito teria jogado o carro contra outra equipe policial e efetuado um disparo de arma de fogo. Os agentes reagiram, e Luiz Fernando foi baleado. O carro suspeito é perseguido por viaturas da polícia civil Reprodução/TV Globo Morte de secretário de Queimados: especialistas reforçam que protocolo policial deve priorizar a preservação da vida Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a direção da unidade, o homem já chegou morto ao hospital. Uma mulher que estava no veículo com o suspeito foi atingida por estilhaços e também recebeu atendimento médico. A Polícia Civil não informou a identidade dela nem esclareceu se há indícios de sua participação na organização criminosa. Durante a sequência da ocorrência, o carro em que estavam os suspeitos colidiu com outro veículo que passava pelo local. O motorista do automóvel atingido não se feriu e foi levado à delegacia para prestar depoimento. Carro atingido por veículo em fuga em Botafogo Julia Fernandes Lá vem a marreca: em Copacabana, ave de estimação vai à praia e segue o tutor pelas ruas; vídeo O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A ocorrência aconteceu por volta das 10h30, em uma área movimentada, próxima a escolas e a pouco mais de 100 metros do Palácio da Cidade. Por causa da ação, uma faixa da Rua São Clemente foi interditada na altura da Rua Matriz, segundo o Centro de Operações e Resiliência (COR), da prefeitura. O trânsito apresentava retenções a partir da Rua Muniz Barreto. Para quem seguia em direção ao Humaitá, a orientação era utilizar as ruas Mena Barreto e Visconde de Silva. Rosiane Ferreira, de 24 anos, estava na Praça Tião Belo com duas colegas quando ouviu os disparos. Monitora de van escolar, ela conta que se escondeu atrás de uma árvore por medo e esperou alguns minutos antes de tentar entender o que havia acontecido. Buchecha e Koringa mandam avisar à massa funkeira: evento com 5 horas de duração vai unir artistas de diferentes gerações na Barra — Quando a gente viu, tinham dois carros da Civil para lá e para cá. Eles estavam vindo pela São Clemente quando escutamos os disparos. Foram cerca de cinco tiros, às 10h40 — relata. Ao sair de trás das árvores, Rosiane encontrou os dois carros batidos e ouviu que um homem estava ferido. Baleada no Leblon A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, foi atingida por três disparos durante um assalto na tarde de 15 de outubro, na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, na Zona Sul do Rio. De acordo com a Polícia Civil, ela foi seguida por criminosos após sair de uma agência bancária. Café Lamas pelo pesquisador Guilherme Studart: 'história da casa se confunde com a história do Rio' Ao ser abordada, Tania tentou impedir que os assaltantes levassem sua bolsa, mas foi derrubada e arrastada. Um dos criminosos atirou três vezes contra ela e fugiu na garupa de uma motocicleta conduzida por um comparsa, levando seus pertences. Após os disparos, três homens correram para socorrê-la. A arqueóloga foi atendida por uma equipe do programa Segurança Presente e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Posteriormente, foi transferida para a Casa de Saúde São José, no Humaitá, onde passou por um procedimento para a retirada de um projétil alojado no pescoço e por uma cirurgia para a reconstituição da mão. Ela já recebeu alta médica. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na tentativa de latrocínio, esclarecer a dinâmica do crime e apurar se os investigados participaram de outros roubos na região. *Estagiária sob supervisão de Giampaolo Morgado Braga
Suspeito morto em perseguição em Botafogo tinha 27 passagens pela polícia; carro passou por seis bairros em 1h22
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O Globo
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