Austríaca de 69 anos e suíça de 76 são libertadas após mais de um ano sequestradas na Líbia

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Duas europeias que haviam sido sequestradas separadamente em Agadez, no norte do Níger, foram libertadas após mais de um ano em cativeiro na Líbia. Eva Gretzmacher, suíça de 76 anos, e Claudia Abbt, austríaca de 69, foram entregues às autoridades na cidade de Benghazi, no leste líbio.

Entenda: Casal que abusou de sete crianças e as forçou a conviver com animais é condenado a 30 meses de prisão Encontrada na carga: Raposa viaja 4.800 km escondida em navio da Inglaterra e é descoberta ao chegar a porto de Nova York Segundo reportagem da BBC, relatos anteriores chegaram a relacionar os casos a militantes do Estado Islâmico, mas essa ligação não foi confirmada. As circunstâncias da operação que levou à soltura das mulheres e a identidade dos sequestradores não foram divulgadas.

Gretzmacher foi sequestrada em janeiro de 2025, e Abbt foi levada em abril do mesmo ano. As duas viviam e trabalhavam havia vários anos em Agadez. A suíça atuava na área de assistência humanitária, enquanto a austríaca trabalhava como agente comunitária. A emissora líbia al-Masar TV divulgou imagens das duas mulheres entrando no que parecia ser uma ambulância e, posteriormente, recebendo atendimento de um profissional de saúde. Em francês, ambas agradeceram a Khalifa Haftar, comandante militar do leste da Líbia, e a seu filho, Saddam Haftar, pela libertação.

Autoridades líbias informaram que as mulheres seriam entregues aos representantes de seus respectivos países após a conclusão dos procedimentos necessários. Não foram divulgados detalhes sobre como elas foram localizadas, onde permaneceram durante o cativeiro ou quais medidas levaram à soltura. O veículo independente Air Info Agadez informou que um avião deveria partir de Benghazi na quinta-feira para levar as duas mulheres à Europa. O trajeto previsto incluiria uma parada em Viena, na Áustria, antes de seguir para a Suíça. Quem são as duas mulheres Segundo a BBC, Eva Gretzmacher vivia há muitos anos no Níger e atuava em projetos de assistência humanitária. Ela foi sequestrada em janeiro de 2025. Já Claudia Abbt também morou e trabalhou durante vários anos em Agadez, onde atuava como agente comunitária. Ela foi sequestrada em abril de 2025, em um episódio separado. A libertação ocorreu na Líbia, país que enfrenta instabilidade política desde a revolta de 2011, apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que derrubou o então governante Muammar Gaddafi. O território líbio permanece dividido entre administrações rivais. No leste, Khalifa Haftar exerce influência como comandante militar. No oeste, a região é administrada a partir da capital, Trípoli, pelo governo liderado pelo primeiro-ministro Abdulhamid Dbeibah. O Níger e outros países do Sahel também enfrentam há anos ataques e sequestros associados a grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. No Níger, os militares estão no poder desde 2023, quando o general Abdourahmane Tchiani depôs o presidente eleito Mohamed Bazoum. Apesar desse cenário de instabilidade, não foi confirmada uma ligação entre os grupos jihadistas e os sequestros de Gretzmacher e Abbt.

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