Sucessor de Lula vai emergir naturalmente se PT estiver forte, diz Edinho Silva

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Após a vitória nas urnas no domingo (25), o Partido dos Trabalhadores terá mais quatro anos para preparar um sucessor ao presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não poderá disputar novamente o cargo pela legislação eleitoral. Em entrevista ao O Globo, nesta quinta-feira (29), o presidente do PT, Edinho Silva, destacou que a sigla passará por mudanças profundas e manterá a base mobilizada para que o sucessor possa “emergir naturalmente” em 2030.“O PT é o maior legado do presidente Lula.

Se o partido estiver forte, organizado nacionalmente e em sintonia com os anseios do povo brasileiro, essa liderança vai emergir naturalmente”, disse Edinho em entrevista.Leia tambémTrump diz que conversará com Lula e que petista pediu para não interferir na disputaPresidente norte-americano destacou que presidente brasileiro reeleito solicitou que ele não tomasse partidoLula terá apoio fiel de apenas 1 em cada 4 deputados no quarto mandato, diz DiapLevantamento aponta dependência de acordos com o Centrão e avanço da oposição no Senado, mas indica espaço para o governo ampliar sua base parlamentarAo jornal, o presidente da sigla também reconheceu os erros cometidos durante o primeiro turno da eleição deste ano.

Na conversa, Edinho destacou que Lula enfrentou “o poder econômico brasileiro, as big techs, e a ingerência do Trump” para vencer a eleição.Questionado sobre a possibilidade de que o PT abra espaço para partidos aliados no núcleo do governo, em vez de manter apenas quadros da sigla, o presidente destacou que o partido “vai estar aberto a todas as conversas necessárias para construir a base de sustentação política para o próximo governo”, mas cobrará lealdade política aos que se disporem.Sobre o ajuste fiscal, Edinho destacou que Lula pegou os cofres públicos com 2,6% de déficit e que, ao fim do terceiro mandato, entrega uma Lei Orçamentária prevendo superávit.

“Se não tiver reconhecimento do esforço em criar o arcabouço fiscal, em fazer a Reforma Tributária, enfrentar privilégios e mesmo assim entregar o superávit, penso que é ficar forjando um discurso que não tem mais respaldo na realidade”, conclui.Sobre baixa redução na taxa de juros por parte do Banco Central e a permanência de Gabriel Galípolo na presidência da autarquia, Edinho evitou tecer comentários, afirmando que o BC “perdeu o timing” para a redução antes da crise do Oriente Médio e que caberá a Lula definições sobre cargos.

Publicação Original Info Money infomoney.com.br
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