SPFW: estilistas exploram texturas, referências brasileiras e novas silhuetas

SPFW: estilistas exploram texturas, referências brasileiras e novas silhuetas - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Entre os dias 13 e 18 de outubro, profissionais da indústria da moda, estilistas e fashionistas se reuniram em São Paulo para acompanhar a 61ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), uma das principais semanas de moda da América Latina. Com 24 desfiles e o tema “Imaginários”, inspirado no pensamento do líder indígena Ailton Krenak, a temporada encerrou as comemorações dos 30 anos do evento e reuniu marcas consagradas e novos nomes da criação brasileira, com apresentações no Parque Ibirapuera e em outros endereços da capital paulista.

Herchcovitch; Alexandre: O estilista Alexandre Herchcovitch abriu a São Paulo Fashion Week, com desfile na FAAP, na região central da cidade.

Na fila A, famosas como Monica Martelli, Erika Hilton, Camila Pitanga e Sasha Meneghel assistiram à apresentação, que trouxe um perfume boho em looks florais, transparências, couro, rendas e uma estética fetichista e vitoriana, características das criações do estilista. Herchcovitch; Alexandre

Gustavo Scatena/ @agfotosite Forca:

A Forca Studio apresentou, a coleção Forca X, na Praça Charles Miller, em São Paulo. Com referências ao universo automotivo, a marca revisitou os códigos punk presentes em seu DNA.

Nos looks, ombros rígidos e peças com acabamento destroyed reforçaram a estética da coleção, que explorou a roupa como uma espécie de armadura, ao mesmo tempo que deixava partes do corpo à mostra. Slip dresses apareceram acompanhados de luvas, enquanto capas, peças de modelagem skinny e recortes estratégicos criaram contrastes entre proteção e exposição.

O couro foi um dos principais materiais da coleção em diferentes texturas e acabamentos. Já o tecido Foton apareceu em peças como casacos e calças amplas.

A cartela de cores reuniu preto, marrom, cinza, vermelho e azul. As duas últimas tonalidades estabelecem um contraste conceitual: segundo o release, o vermelho representa o caos externo, enquanto o azul está associado ao universo interno da etiqueta.

A atitude punk se estendeu à performance dos modelos, que desfilaram com cigarros nas mãos ou simulando o ato de fumar. Na beleza, a maquiagem preta marcada, os cabelos espetados e o nome da marca na região da boca reforçaram a estética de rebeldia.

Ao final, os modelos se reuniram na passarela com bastões de fumaça, em uma imagem que remetia a um protesto. Marina Bitu:

A marca, fundada por Marina Bitu e Cecília Baima, assinou “Abissa”, coleção de primavera-verão 2027, pela primeira vez em um desfile externo, na Alma Mater. A proposta investiga as águas como território de memória, história e vida, a partir das trajetórias de três mulheres ligadas ao universo marinho: a pescadora Márcia Ribeiro, a oceanógrafa Marta Vannucci e a geóloga e cartógrafa Marie Tharp.

O movimento das ondas inspirou peças fluidas que ganharam a passarela, com transparências, plissados, babados e sobreposições. O linho apareceu entre os materiais, enquanto bordados, aplicações de palha e maxicolares em formas de corais acrescentaram textura às criações.

Até os puxadores de zíper receberam atenção, em detalhes que reforçavam a conexão com o mar. À La Garçonne:

A À La Garçonne levou à passarela uma coleção que parte de um cenário pós-apocalíptico para explorar a sobrevivência e a reinvenção. A estética militar e utilitária encontra elementos florais em uma narrativa na qual a natureza retoma seu espaço.

Na passarela, a alfaiataria aparece em silhuetas amplas, com calças cargo e abotoamento assimétrico. O xadrez surge em diferentes composições, enquanto estampas florais decoram peças como uma saia longa acolchoada.

Já o camuflado contrasta com o brilho dos bordados, criando um jogo entre o utilitário e o sofisticado. Tecidos pesados e estampas que remetem a tapeçarias reforçam a proposta.

Meias coloridas de cano alto pontuam os looks, enquanto pinturas no rosto evocam uma atmosfera de terra arrasada, atravessada por cores que sugerem a possibilidade de renascimento. À La Garçonne

@agfotosite Martins

A Martins, marca do diretor criativo Tom Martins, levou à São Paulo Fashion Week a coleção Fashion Tribute, com 35 looks inspirados em cinco estilistas que marcaram sua formação: Marc Jacobs, Martin Margiela, Vivienne Westwood, Alexander McQueen e John Galliano. A proposta revisita criações dos designers e incorpora suas referências à linguagem da marca.

“A gente volta a apresentar peças mais maximalistas”, conta Tom. As produções combinam texturas, bordados, sobreposições e estampas, como xadrezes e florais, além de transparências e materiais metalizados.

Entre as referências estão a coleção grunge de Marc Jacobs para a Perry Ellis, da primavera-verão de 1993, e a linha masculina de Vivienne Westwood para o outono-inverno de 2016. Já a influência de Alexander McQueen aparece em padrões como pied-de-poule e pied-de-coq, além de paetês.

O upcycling também faz parte da coleção, com roupas garimpadas pelo diretor criativo em brechós e materiais encontrados em bancos de tecidos. Um dos destaques é um vestido bordado com sobras acumuladas no ateliê ao longo do tempo.

“Foi a primeira vez que fiz um vestido nesse estilo, pesado e com informação”, diz. A coleção inclui ainda uma linha de camisetas desenvolvida em parceria com Paula Stacciarini, da Use Stacci.

As estampas fazem referência aos cinco designers homenageados. Martins

Gabriel Cappelletti/ @agfotosite Artemisi:

Artemisi explora as infinitas possibilidades da impressão 3D na São Paulo Fashion Week. A diretora criativa e fundadora da marca, Mayari Jubini, apresentou ‘’The holy matter”, coleção que combina estruturas esculturais, cristais e bordados a tecidos como zibeline, crepe e gazar de seda.

Por trás das formas que parecem moldadas para outro universo, há um processo que alia precisão tecnológica e trabalho manual. Na coleção, a impressão 3D dá forma a vestidos, leques e máscaras, criando estruturas que exploram novas possibilidades de volumes e silhuetas.

O desenvolvimento começa na modelagem e na ergonomia, fundamentais para adaptar as criações ao corpo, e continua após a impressão, com etapas de lixamento e polimento feitas à mão. “Eu sempre amei tecnologia.

Fiz minha primeira peça na faculdade e criei um método para torná-la possível”, conta a estilista. A pesquisa se desdobra em 27 looks, nos quais volumes tridimensionais dividem espaço com bordados em relevo, pinturas manuais e aplicações de cristais e pedrarias.

Ao todo, foram mais de 20 mil horas de trabalho manual e cerca de 700 mil pedras aplicadas individualmente. Artemisi

Ze Takahashi/ @agfotosite Catarina Mina:

A Catarina Mina levou à SPFW a coleção "Bonito pra chover", inspirada na relação do sertão com a chuva. Entre as nove tipologias artesanais exploradas, rendas de bilro e tramoia, crochê e rede de travessa aparecem em vestidos e bolsas de diferentes formatos.

Camadas, transparências e tecidos fluidos remetem ao movimento da água, enquanto bordados e franjas evidenciam o trabalho manual, marca da etiqueta. Até os guarda-chuvas ganharam versões especiais.

A cartela de cores reúne tons de azul, cinza, off-white, bronze e vermelho. Catarina Mina

Ze Takahashi/ @agfotosite Dario Mittman:

O universo de Mauricio de Sousa ganha novas texturas e formas na coleção de Dario Mittmann. Em parceria com a MSP Estúdios, o estilista reinterpretou personagens da Turma da Mônica a partir do DNA da marca.

A coleção reúne 35 looks e parte das contradições, dos sentimentos e da espontaneidade humana. Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Milena, Penadinho, Jotalhão e Horácio integram as referências do desfile, que também incorpora elementos da cultura pop.

Dario Mittmann Ze Takahashi/ @agfotosite

Ronaldo Fraga e Sou de Algodão: Ronaldo Fraga assina a coleção “Cartas de algodão”, criada em parceria com o projeto Sou de Algodão para celebrar os dez anos da iniciativa e os 30 anos de carreira do estilista.

Com bordados de frases manuscritas, rendas e aplicações inspiradas em cartas e envelopes antigos, as peças de tons naturais evocam memórias afetivas e a relação do criador com a fibra. “Eu me emociono com o algodão porque é muito mais do que um tecido.

É o mais brasileiro que nós temos: as memórias, as lembranças e a história, a cultura têxtil do Brasil foram escritas nessa base”, afirma o estilista João Pimenta:

João Pimenta revisita o black-tie e questiona os códigos tradicionais da alfaiataria em uma coleção que propõe novas leituras para o traje de gala masculino. Estruturas internas à mostra, proporções experimentais e construções que desafiam a silhueta convencional colocam em discussão padrões de masculinidade e as fronteiras entre o vestir formal e a expressão individual.

João Pimenta Ze Takahashi/ @agfotosite

Lilly Sarti: Lilly Sarti levou à SPFW uma coleção inspirada no Ano da Cabra, celebrado em 2027 pelo calendário chinês.

Na passarela, calças Aladim, maxibolsas, cintos e lenços no styling assinado por Antonio Frajado dividiram espaço com peças de alfaiataria fluida, roupas de couro e modelos com decotes, texturas e babados. Jacquard, seda e cetim aparecem entre os materiais, em uma proposta que aproxima a sofisticação do cotidiano.

“Sempre tem muito essa influência asiática em muitos sentidos e de uma Ásia mais ampla realmente, em shapes, em cores, em proporções e volumes”, comenta a estilista. Amir Slama:

Entre a nostalgia e o presente, fundador da Rosa Chá em 1993, retoma sua estreia na Semana de Moda de Nova York, em 2000, e reúne referências a Carmen Miranda e Iemanjá em uma leitura contemporânea da brasilidade. A primeira peça a entrar na passarela evoca o maiô usado por Adriana Lima há 26 anos.

Bordados, babados e camadas se misturam a peças de beachwear que transitam entre o litoral e a cidade, em um desfile que atualiza códigos marcantes do trabalho do estilista. “Tenho uma relação muito forte com o passado.

No início do século, lutava para que a moda praia brasileira fosse reconhecida. A praia sempre me pareceu um espaço democrático, onde pessoas de diferentes origens se encontram”, comenta o estilista.

Hisha: A marca mineira Hisha, comandada pela diretora criativa Giovanna Resende , apresentou a coleção Alforje, inspirada nas estradas de Minas Gerais e nas referências culturais que atravessam essas paisagens.

O nome faz referência à pequena bolsa usada por motociclistas e também presente no universo sertanejo mineiro. A ideia se desdobra em volumes nas calças, recortes e estruturas inspirados na montaria e na selaria, como o corset que remete ao formato das selas.

O bordado, um dos trabalhos de maior destaque da marca, ganha protagonismo na coleção e traduz a relação entre o fazer manual e a memória. As peças exploram texturas que remetem à terra vermelha, ao barro, às erosões e às formações minerais, além de uma estampa inspirada no mapa de Minas Gerais e de um bordado que retrata a paisagem das montanhas do estado.

“Resistência descreve o desfile. É o movimento de ir e voltar da agulha o tempo inteiro para conseguir chegar a um resultado especial.

É uma herança que queremos levar adiante na marca”, explica a estilista à ELA. Hisha

Marcelo Soubhia/ @agfotosite Normando:

A Normando exibiu a coleção “Ismael”, inspirada na obra do pintor paraense Ismael Nery e em suas investigações sobre identidade e gênero. A proposta parte de uma alfaiataria clássica, com diferentes interpretações da camisa branca, e evolui para silhuetas andróginas, em um jogo de proporções que combina minimalismo e surrealismo.

Mangas bufantes, colarinhos elevados, ombros arredondados e corseletes que marcam a cintura transformam peças tradicionais. Faixas longas usadas como cintos, franjas de canutilho aplicadas às mangas e gravatas de látex com formato ondulado acrescentam movimento às composições.

Em um dos vestidos, recortes de organza aplicados à mão criam imagens que remetem diretamente à obra do artista, enquanto peças que parecem flutuar evocam a pintura Nu no Cabide, de 1927. Lã, algodão, seda e couro compõem a base material da coleção, que explora transparências e tramas abertas.

A cartela de cores percorre diferentes nuances de azul, em efeito degradê, além de marrons, preto, branco e vermelho, em referência à paleta de Nery. Normando

Marcelo Soubhia/ @agfotosite Handred:

Inspirada por uma viagem ao Japão, a Handred, marca comandada pelo diretor criativo André Namitala, levou à SPFW a coleção “Vapor em curso”. A tradição e a modernidade japonesas se encontram em uma alfaiataria contemporânea, marcada por volumes que desafiam as proporções do corpo, ombros arredondados, transparências e tecidos trabalhados manualmente.

Entre os destaques estão bordados com canutilhos, peças em organza e combinações de texturas que reforçam a investigação têxtil da marca. Handred

Lou Alves/ @agfotosite UÓ Upcycling:

Marcelo Sommer e Luiz Monteiro, da Uó, exploram o imaginário das pistas de automobilismo em uma coleção de upcycling. Tecidos garimpados em brechós e acervos vintage ganham novas formas em peças que combinam volumes, sobreposições, xadrez e babados.

O styling mistura referências esportivas e românticas, enquanto azul, amarelo neon, verde e rosa compõem a cartela de cores. “O processo de garimpar demora praticamente um ano.

São peças extremamente artesanais, só existe uma de cada”, conta Luiz Monteiro Uó

Ze_Takahashi Aluf:

Inspirada nas reflexões de José Saramago e Henry Van Dyke sobre a travessia e a beleza do percurso, a Aluf, de Ana Luisa Fernandes apresentou “Sorte de pescador”. A coleção traduz o universo das navegações em rendas, redes, bordados, crochês e bolsas artesanais, além de peças com nós de marinheiro, texturas que remetem a algas e modelagens inspiradas em escamas.

Na paleta, tons de azul, prata e terrosos compõem a cartela, enquanto palha e ráfia aparecem em acessórios. Aluf

Gustavo Scatena / @agfotosite Santa Resistência:

Mônica Sampaio, diretora criativa da Santa Resistência, une a tragédia de Shakespeare ao samba da Mangueira na coleção “Otelo Brasileiro: uma paixão em verde e rosa”, A proposta parte da peça Otelo da Mangueira, de Gustavo Gasparani, que há 20 anos transportou o universo shakespeariano para o morro carioca na década de 1940.

Na leitura da marca, o encontro entre teatro, música e cultura popular também reforça o papel da moda como espaço de reflexão e resistência ao conservadorismo. Na passarela, o dandismo e a alfaiataria ganham as cores da escola de samba, com costumes em verde e rosa, foulards, sobretudos com aplicações de pétalas e jacquard.

A coleção também revisita a regata listrada característica da Mangueira em uma versão bordada com miçangas, além de explorar franjas volumosas e tecidos fluidos. Dendezeiro:

A Dendezeiro levou à SPFW a coleção “Oração de barbearia”, inspirada na cultura hip-hop e no rap nacional. A partir das memórias desses espaços de convivência e formação política nas periferias, a dupla criativa Hisan Silva e Pedro Batalha investiga o papel da música na construção de identidades e no fortalecimento da autoestima, especialmente entre mulheres negras.

Na passarela, o streetwear encontra a alfaiataria em uma proposta casual, com referências aos anos 2000 e peças esportivas em jeans, couro, sarja e jacquard. A cartela passa por preto, cinza e off-white, com destaque para uma calça jeans em degradê.

O casting reuniu a cantora americana Normani, além das brasileiras Karol Conká, Duquesa e Ajullia Costa, e do rapper Veigh. O desfile também marca a abertura da primeira loja física da marca em São Paulo, no bairro dos Jardins.

Foz: A Foz apresentou a coleção 'Expresso maravilha', inspirada no filme 'Bye bye Brasil' (1980), de Cacá Diegues.

O diretor criativo Antônio Castro investiga a saudade, o não pertencimento e a idealização da terra natal. Na passarela, peças mais sensuais, como sungas, dividiram espaço com referências ao imaginário doméstico brasileiro.

Capas de sofá, colchas matelassadas, mosquiteiros e cortinas com babados foram transformados em vestidos, saias e jaquetas. O trabalho artesanal também ganhou destaque com a incorporação da Renda Irlandesa, de Divina Pastora (SE), e dos bordados de Timbaúba dos Batistas (RN).

A coleção reúne ainda estampas florais, recortes de tecidos que remetem às festas do interior e acessórios que reforçam a identidade brasileira da proposta. As joias de @db.dudabradley, com peças de jaspe em tons de vermelho, preto e roxo e pingentes inspirados em carrancas, dialogam com as referências culturais que atravessam o desfile.

O encerramento traz a primeira noiva criada por Antônio para a Foz. Em vez do tradicional buquê, a modelo entra com a Constituição Federal nas mãos.

“Quando te dão um palco ou um microfone, a gente tem a obrigação de saber usar. Não tem como fingir que nada tá acontecendo”, afirma o estilista.

Ammi: Na estreia no SPFW, a Ammi levou à passarela a coleção “Forma viva”, que combina crochê, rendas e tecidos em peças que contrastam superfícies elaboradas e modelagens próximas ao corpo.

As criações também exploram referências vitorianas e das vestimentas do período colonial brasileiro.A cartela de cores se afasta dos tons neutros associados à Ammi e incorpora azuis, corais, dourados e nuances terrosas. Ammi

Gabriel Cappelletti/ @agfotosite Apartamento 03:

Quanto tempo o tempo tem? E qual seria a melhor maneira de envelhecer, se é que existe uma fórmula mágica? Essas são algumas das questões que atravessam “Atempo”, coleção da Apartamento 03 , sob direção criativa de Luiz Claudio. A proposta parte de uma reflexão sobre a passagem dos anos e sua relação com a moda e a juventude, colocando em evidência mulheres que nem sempre encontram espaço nas passarelas.

“Minhas clientes são, majoritariamente, mulheres com mais de 40 anos. Eu tinha vontade de fazer uma passarela para essa figura”, diz o estilista.

A pesquisa também levou o criador a refletir sobre a representatividade racial e de gênero na moda. O casting reuniu nomes que marcaram diferentes momentos da indústria, como Claudia Liz, Mônica Maligo, Marcelle Bittar, Pathy Dejesus, Carmelita Mendes e Corvina.

A apresentação contou ainda com a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Nas roupas, técnicas artesanais e materiais ressignificados deram forma à coleção.

Peças plissadas, paetês bordados e camisaria com aplicações de canutilhos e miçangas dividiram espaço com trabalhos em macramê nos looks de alfaiataria. Sobras de ateliê e linhas brancas descartadas também entraram no processo criativo em uma proposta de reaproveitamento.

Os acessórios chamaram a atenção pelo uso de louças quebradas, em referência ao kintsugi, técnica japonesa que consiste em reparar cerâmicas valorizando as marcas das fraturas. Apartamento 03

Gustavo Scatena / @agfotosite

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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