Um balanço divulgado nesta sexta-feira informou que subiu para 50 o número de mortos no ataque russo que atingiu um ponto de distribuição de ajuda alimentar para os moradores no sul da Ucrânia. O balanço anterior informava a morte de 40 pessoas.
Segundo Kiev, bombas foram lançadas na segunda-feira pelo Exército da Rússia contra um edifício localizado a 15 quilômetros da frente de batalha. O serviço de emergência do país ainda atua na busca pelos corpos que estão sob os escombros.
Mediação: Melania Trump defende cessar-fogo 'mais duradouro' entre Rússia e Ucrânia em encontro com representantes dos países na Casa Branca Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países
Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp — O balanço de vítimas do ataque aéreo russo contra a localidade de Komychuvakha, na região de Zaporíjia, em 2 de novembro, subiu para 50 — afirmou o Serviço de Situações de Emergência, acrescentando: — Apesar das difíceis condições e da ameaça constante de novos ataques russos, as operações de busca e resgate continuam.
A missão de observação da ONU na Ucrânia acusou na terça-feira o Exército russo de ou "saber que estava acontecendo uma operação de distribuição humanitária" ou "não ter tomado as medidas mais elementares para assegurar-se" antes de atacar o edifício. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que o "ataque horrível" ocorreu justamente quando deveriam ser retomadas as negociações com Moscou para tentar acabar com a guerra.
Notificações: Ucrânia e Rússia sofrem ataques cibernéticos contra sistemas de emergência e recebem falsos alertas de ameaça nuclear As autoridades russas não fizeram qualquer comentário sobre o ataque, mas blogueiros militares afirmaram que o edifício atingido abrigava um ponto de deslocamento temporário de operadores de drones ucranianos.
As negociações entre diplomáticas, mediadas pelos Estados Unidos, estão programadas para acontecer em 10 e11 de novembro em Abu Dhabi. De acordo com um porta-voz da aliança militar, em preparação para o encontro, representantes da Otan, dos Estados Unidos, da Ucrânia e aliados europeus se reuniram em Bruxelas para "avançar rumo a um fim justo e sustentável da guerra".
Cessar-fogo 'mais duradouro' Na quinta-feira, representantes russos e ucranianos se reuniram com a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, para dialogarem sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
No encontro, Melania defendeu um cessar-fogo 'mais duradouro' entre os dois países, tendo como inspiração a trégua na cidade Oleshky, no sul ucraniano. Na quarta-feira, Zelensky concedeu a Melania uma condecoração por sua "contribuição pessoal à ajuda humanitária".
— Agora precisamos usar a coragem que demonstramos em Oleshky para encontrar um terreno comum por meio de uma preocupação compartilhada com o sofrimento de pessoas inocentes — declarou. — Juntos, podemos criar algo mais duradouro que um cessar-fogo temporário.
Antes de retirada na trégua: Sem luz, gás e água há três anos, moradores de Oleshky comem ervas daninhas e temem represálias russas Mediada pela mulher do presidente americano, Donald Trump, o cessar-fogo de uma semana na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, permitiu a entrada de ajuda humanitária e também a saída de habitantes que queriam deixar a região.
Durante o encontro na Casa Branca, que teve a presença do enviado russo Kirill Dmitriev e dos dois representantes dos Direitos Humanos de Kiev e Moscou, Dmitro Lubinets e Yana Lantratova, Melania afirmou que enviaria cartas ao presidente russo, Vladimir Putin, e a Zelensky. A primeira-dama americana pediu que os dois presidentes usem a trégua em Oleshky, a mais longa desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, como uma "faísca em um mundo de escuridão".
— O cessar-fogo em Oleshky não seria possível sem os presidentes Putin e Zelensky. A cooperação entre eles estabelece um precedente importante para promover a paz em toda a região — acrescentou.
O Globo