Sistema Guandu volta a operar com 100% da capacidade; reparo na Praça Seca termina

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informou que às 17h desta quarta-feira o Sistema Guandu voltou a operar com 100% da capacidade. O abastecimento foi suspenso na véspera por causa da manutenção anual e tinha previsão de terminar na madrugada desta quarta-feira, mas foi concluída pelos técnicos da Cedae no final da noite passada.

No entanto, a produção — que abastece 9 milhões de pessoas da capital e da Baixada Fluminense — só começou a ser liberada às 6h55, quase três horas após o previsto por uma demora do aval das concessionárias, que também realizavam manutenções na rede. Apesar da retomada total da produção, 51 bairros da Zona Norte do Rio, dois da Zona Sudoeste e um de Duque de Caxias seguiram com o abastecimento paralisado até o fim da tarde, por conta de um serviço da Águas do Rio na Praça Seca.

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Realizada antes do verão, época de maior demanda, a manutenção anual foi iniciada às 4h de terça-feira e encerrada às 23h30, quatro horas e meia antes do previsto. No entanto, no início da manhã desta quarta-feira, a Cedae — responsável pela captação e tratamento da água, que depois é distribuída pelas concessionárias — informou que a produção ainda estava parada porque aguardava o "ok" das empresas.

Às 6h24, a distribuição do Sistema Guandu começou a ocorrer gradualmente. O religamento para toda a rede foi feito às 6h55, para o Rio e sete cidades da Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

Às 17h, a empresa pública informou que o sistema já operava com 100% da capacidade. O prazo para a normalização é de 72 horas.

Por causa do atraso, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), instaurou processo para apurar eventuais falhas nos procedimentos de retomada da operação do sistema. Orçamento estadual: emendas devem prever outorga do gás e lei do devedor contumaz como aumento de receita

50 bairros mais tempo sem água Entretanto, a Águas do Rio não concluiu todos os serviços que seriam realizados durante a paralisação.

A instalação de um macromedidor no bairro da Praça Seca manteve paralisado o abastecimento em 54 bairros: 51 da Zona Norte do Rio, além da Praça Seca e de Vila Valqueire, na Zona Sudoeste, e o Parque Duque, em Duque de Caxias.O serviço só terminou às 17h. Em um comunicado, a empresa avisou que "a previsão é que o fornecimento de água seja normalizado em até 72 horas.

Em áreas elevadas e nas extremidades das redes de distribuição, o prazo poderá ser maior. Confira a lista dos bairros afetados:

Abolição Benfica

Bento Ribeiro Brás de Pina

Cachambi Campinho

Cascadura Cavalcanti

Coelho Neto Colégio

Complexo do Alemão Cordovil

Del Castilho Encantado

Engenheiro Leal Engenho da Rainha

Engenho de Dentro Engenho Novo

Higienópolis Honório Gurgel

Inhaúma Irajá

Jacaré Jacarezinho

Madureira Mangueira

Manguinhos Maracanã

Maria da Graça Méier

Olaria Oswaldo Cruz

Parada de Lucas Parque Duque (Duque de Caxias)

Penha Circular Piedade

Pilares Praça Seca

Quintino Bocaiúva Riachuelo

Rocha Rocha Miranda

Sampaio São Cristóvão

São Francisco Xavier Todos os Santos

Tomás Coelho Turiaçu

Vaz Lobo Vicente de Carvalho

Vila da Penha Vila Kosmos

Vila Valqueire Vista Alegre

Isso significa um drama para uma população, especialmente por conta de mais um dia de previsão de calor. A soma de moradores nesses 53 bairros da capital é de mais de 1,4 milhão de pessoas, equivalente a 22% do total da cidade, de 6,2 milhões, de acordo com o último Censo.

Por conta do rompimento de uma adutora em Irajá (que teve seu reparo concluído nesta quarta-feira, segundo a Águas do Rio), 25 bairros dessa lista já estavam com o abastecimento interrompido desde segunda-feira. A Secretaria estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ notificaram a concessionária para esclarecer em 72 horas as causas do rompimento.

Em nota, a empresa afirma que ainda não recebeu a notificação, mas ressalta que prestará todos os esclarecimentos assim que for acionada oficialmente. Local onde adutora rompeu em Irajá na segunda-feira

Jéssica Marques A orientação da Águas do Rio é que os clientes "sigam fazendo uso da água armazenada em cisternas e caixas d’água apenas nas atividades essenciais, postergando tarefas que demandam alto consumo até a normalização do abastecimento".

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Mesmo com a reabertura do Guandu, os consumidores ainda enfrentam transtornos. Em uma creche particular na Gávea, por exemplo, as aulas foram mantidas, mas os pais foram informados que a unidade de ensino está sem água.

Já em Copacabana, num prédio de 44 apartamentos na Rua Cinco de Julho, o porteiro pede para os moradores economizarem. A caixa d'água, segundo estimativa do funcionário, só durará até o meio-dia, já que não está sendo abastecida.

Segundo a proprietária de um dos apartamentos, o local nunca havia vivido um aviso de racionamento. Professor estava com amigos: Paulista é morto a tiros na Dutra, em Nova Iguaçu, durante viagem ao Rio

A situação é parecida em um prédio com 28 apartamentos na Rua Vicente de Sousa, em Botafogo. Apesar de ainda haver água na cisterna, foi pedido aos moradores para economizarem.

Também há registros de falta de água no Méier. Em um prédio no bairro, a bica que vem da rua está seca e, por isso, uma moradora desistiu de lavar roupa e também está evitando dar descarga.

Nas escolas públicas das redes estadual e municipal, as aulas estão mantidas. As respectivas Secretarias de Educação informam que acompanham a situação e que podem tomar "medidas emergenciais" em caso de desabastecimento.

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Durante a paralisação, a Cedae instalou o que apresenta como "o maior macromedidor do mundo". O equipamento de 2,4 metros de diâmetro e peso de 28 toneladas medirá o volume de água enviado da estação de tratamento do Guandu para o reservatório Marapicu, em Nova Iguaçu, administrado pela Águas do Rio.

De acordo com a companhia, este é o último macromedidor (de uma lista de 23) que precisava instalar conforme previsto no contrato de concessão, já que os equipamentos permitem maior precisão na medição da água enviada às concessionárias. Macromedidor instalado pela Cedae durante paralisação do Guandu

Divulgação / Cedae E as empresas também aproveitam para realizar serviços durante essa manutenção anual.

A Iguá Rio — que abastece bairros da Zona Sudoeste do Rio, como Barra da Tijuca e Jacarepaguá —, por exemplo, informa que concluiu suas intervenções às 21h30 de terça-feira. A instalação de conexões na nova adutora do Outeiro, obra que deve ser entregue até o ano que vem, é um exemplo.

Já a Rio+Saneamento, responsável por 24 bairros da Zona Oeste do Rio, também informou ter concluído suas 20 intervenções "dentro do prazo inicialmente previsto", que seria às 4h desta quarta-feira. Quando parte do Sistema Guandu foi religado, às 6h24, a água foi liberada justamente para áreas atendidas por essas duas concessionárias, que até a madrugada já haviam dado o aval à Cedae.

A retomada total do sistema foi feita às 6h55, após o "ok" da Águas do Rio, responsável pela distribuição em cidades da Baixada Fluminense, assim como em bairros do Centro e das zonas Norte e Sul da capital. Até às 4h — previsão inicial de término da manutenção — parte da rede da Águas do Rio foi entregue, segundo a concessionária, mas ainda falta a conclusão de alguns reparos em áreas que não tinham como ser isoladas do restante do sistema, o que foi resolvido por volta das 7h.

O local em que isso foi possível foi justamente na Praça Seca, onde um conjunto de válvulas e compotas possibilitou a reabertura do Guandu apesar da continuação do reparo, mantendo interrompido o abastecimento de 54 bairros. Um macromedidor da empresa está sendo instalado por lá.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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