Sindmepa visita PSM da 14 de Março e constata vários problemas

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

Várias irregularidades foram constatadas no Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, localizado na travessa 14 de Março, no bairro do Umarizal, durante uma fiscalização do Sindicato dos Médicos no Estado do Pará (Sindmepa). A fiscalização realizada na última terça-feira (03) identificou problemas nas condições de trabalho, pacientes internados no corredores, diferentes vínculos empregatícios e remunerações para as mesmas funções, obras durante o atendimento à população e falta de fiscalização do poder público sobre o serviço prestado pelas empresas terceirizadas. 

A diretora de Assistência Jurídica do Sindicato, Nastia Irina, ressaltou a diversidade de vínculos profissionais e as desigualdades remuneratórias entre médicos que possuem as mesmas atribuições. A visita conseguiu verificar o atendimento nos setores de urgência e emergência, clínica médica, pediatria, cirurgia geral, neurologia, cirurgia neurológica e na ortopedia.

"Identificamos que está numa situação bastante complexa no Pronto-Socorro, uma vez que estão sendo feitas reformas com atendimento da população em curso. Então, isso realmente tem sérias implicações até para o andamento da obra", destacou a diretora do Sindmepa.

Outro ponto de preocupação da entidade foram as diferentes formas de contratações e remunerações das equipe médicas. Fatos denunciados por diversas reportagens do Grupo Liberal, que ocasionaram inclusive na piora do atendimento, com a saída de médicos experientes e contratação de recém-formados.

"A nossa preocupação enquanto sindicato dos médicos é maior com relação a situação da categoria médica. Identificamos médicos trabalhando sobre várias modalidades de vínculos.

Médicos trabalhando para OS diferentes, médicos estatutários, médico temporários, inclusive profissionais realizando as mesmas atividades e ganhando vencimentos diferentes", destacou a doutora Nastia. As obras em andamento no PSM da 14 de Março também estariam prejudicando as condições de trabalho e a qualidade do atendimento da população.

"Diante do quadro atual da reforma, com o serviço em andamento, nós solicitamos da direção do Pronto-Socorro que nos encaminhasse um cronograma de obras, justamente para que nós pudêssemos entender quais as etapas que vão ser feitas", apontou. Os diretores também cobraram da diretora do Pronto-Socorro explicações sobre o pagamento dos plantões médicos, já que os profissionais recebem apenas R$ 1.180 líquidos, enquanto as empresas terceirizadas ganham da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) o valor de R$ 1.800 por plantão. 

"Infelizmente, não houve a possibilidade de discutirmos com essas empresas médicas a situação. A gestão disse que não poderia falar em nome das empresas médicas.

Nós contamos para a direção do Pronto-Socorro que independente dela não ser a contratante direta, há necessidade da diretora e da Secretaria de Saúde cumprirem o seu papel que é fiscalizar os serviços prestados pelas empresas médicas, e que inclui obviamente os vínculos desses médicosque estão trabalhando no setor", refutou.

Ao final da visita, o Sindicato solicitou documentos referentes à prestação dos serviços, informações sobre o número de pacientes internados e a quantidade de pessoas que permanecem nos corredores da unidade. Também solicitou esclarecimentos sobre as próximas etapas da reforma e o prazo para a conclusão dos trabalhos.

O Sindmepa informou que aguarda as respostas aos pedidos apresentados e continuará em contato com os médicos para acompanhar a situação do PSM da 14 de Março e as condições de trabalho da categoria.

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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