O volume de serviços prestados no país caiu 0,1% em agosto, ante julho, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o resultado foi mantido como estabilidade (0%). O recuo foi o maior para um mês de agosto desde 2024 (-0,4%). O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas de 21 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo VALOR DATA, de crescimento de 0,4%. O intervalo das projeções ficou entre recuo de 0,5% e alta de 1,3%. Na comparação com agosto de 2025, o indicador subiu 0,6%, também abaixo do que era esperado. Neste caso, a expectativa mediana do mercado, apurada pelo VALOR DATA, era de alta de 1,3%, com projeções de crescimento entre 0,3% e 2,6%. O resultado em 12 meses até agosto é de aumento de 2,2%. Em 2026, no resultado acumulado até agosto, há expansão de 1,7% ante igual período de 2025. Com o desempenho de agosto, os serviços estão em patamar 19,9% superior ao do pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 0,3% abaixo do patamar recorde da série histórica da pesquisa, alcançado em outubro de 2025. A receita nominal dos serviços prestados no país avançou 0,2% em agosto, ante julho. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve alta de 6,1%. No acumulado de 2026, subiu 7,4%, e em 12 meses até agosto, a expansão foi de 7,5%.
Três das cinco atividades acompanhadas pela pesquisa tiveram queda na passagem entre julho e agosto. O recuo mais intenso foi em outros serviços (1%), seguido por transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares. Os serviços de informação e comunicação permaneceram estáveis. A única exceção no campo positivo foi a dos serviços prestados às famílias, com alta de 2,1%. Foi o segundo aumento consecutivo, com ganho acumulado de 2,9%.
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