O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (20) que a França foi vítima de uma “invasão do islã extremista”, em declarações polêmicas nas quais criticou o país após os protestos do fim de semana contra o alto custo de vida terem evoluído para distúrbios.
As declarações refletem a retórica de políticos e comentaristas de extrema direita no mundo ocidental, que têm sustentado alegações sem comprovação de que partes da Europa, como o Reino Unido, estariam submetidas à lei islâmica em razão da imigração, o que tem gerado acusações de islamofobia.
Autoridades francesas apontaram nesta terça a “ultraesquerda” como responsável por um plano “insurrecional” durante os distúrbios.
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Em entrevista, o premiê israelense afirmou que os dirigentes franceses fracassaram ao se preparar para a onda de violência e alegou que os distúrbios foram impulsionados por muçulmanos extremistas, apesar da diversidade dos manifestantes que foram às ruas nas principais cidades do país, incluindo a capital, Paris.
“Não se prepararam a tempo, simplesmente se renderam. Sucumbiram à invasão do islã extremista”, declarou Netanyahu, segundo a tradução para o francês feita pelo intérprete da emissora francófona i24News.
A França foi um dos vários países europeus que reconheceram o Estado palestino no ano passado, decisão que provocou indignação em Israel.
Folha de Pernambuco