O assessor Santiago Caputo, influente no governo do presidente argentino Javier Milei, mas sem cargo formal na Casa Rosada, teria coordenado a operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a deixar o Brasil, segundo a coluna de Janaina Figueiredo, no UOL. As informações não foram confirmadas oficialmente.
De acordo com a coluna, Caputo viajou a Puerto Iguazú, na Argentina, e depois a Foz do Iguaçu, no Paraná. Flávio e a família teriam permanecido mais de 24 horas em Foz do Iguaçu antes de cruzar a fronteira e embarcar em um aeroporto argentino, com destino aos Estados Unidos e escala no Equador.
Uma van da empresa Dallas Tour teria levado a família de Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, e agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) argentina teriam acompanhado o veículo depois da entrada no país. A Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) teria tido papel nos procedimentos de saída pelo aeroporto de Puerto Iguazú.
A coluna diz não haver confirmação de que Caputo estivesse pessoalmente na van, embora as fontes considerem essa possibilidade a mais provável. Também não há confirmação documental de sua presença nem das ordens dadas aos agentes.
Segundo o relato, Caputo teria influência sobre órgãos como a Agência Federal de Inteligência (AFI), a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), a petrolífera YPF e a Anac por meio de nomeações, e teria convencido Milei a ampliar os recursos reservados da AFI. Uma publicação de Caputo nas redes sociais sobre “o grande truque” foi interpretada pela reportagem como referência à operação.
Caputo, Milei, o governo argentino e Flávio Bolsonaro não se manifestaram na reportagem. A Polícia Federal apura a rota usada pelo senador, e o Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado a entrega dos passaportes e a proibição de saída do país.
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