O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avalia deixar o governo de Donald Trump após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, segundo fontes do governo ouvidas sob reserva nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026. A versão foi contestada pelo próprio Rubio e pelo Departamento de Estado.
As fontes afirmam que Rubio e assessores analisam opções para o futuro depois que os democratas conquistaram maioria na Câmara e no Senado na terça-feira, 3 de novembro. Ainda não haveria decisão nem cronograma.
Algumas dessas pessoas dizem que ele conversou com autoridades da Casa Branca sobre a possibilidade de se afastar e foi convidado a permanecer. Rubio rejeitou a leitura em entrevista nesta quinta-feira.
Disse que trabalhar para Trump até o fim do mandato sempre foi o plano. Afirmou não saber de onde vêm esses relatos e que gosta do trabalho que faz.
Também se recusou a falar sobre 2028. “Literalmente não vou mais falar sobre 2028.
Simplesmente não vou.” O governo nega.
As fontes insistiram O porta-voz Dylan Johnson, do Departamento de Estado, classificou as informações como notícia falsa baseada em fontes anônimas.
Disse que o secretário não discutiu deixar o cargo e que continuará a servir no governo Trump. A Casa Branca não respondeu de imediato a pedidos de comentário nas reportagens desta quinta.
Outras fontes republicanas e diplomatas europeus, ouvidas sob reserva, projetavam há dias uma saída de Rubio após as midterms. Algumas o colocavam em “alerta de renúncia”, com olho numa disputa pela indicação republicana em 2028 contra o vice-presidente J.D.
Vance. São projeções e expectativas de interlocutores.
Não há anúncio de renúncia nem carta protocolada. Por que o nome de Rubio entrou na mira
Rubio acumula o Departamento de Estado e a assessoria de Segurança Nacional. Cresceu na intimidade do governo depois de rivalizar com Trump nas primárias de 2016.
Hoje é citado com Vance como possível herdeiro eleitoral do trumpismo quando a Constituição barrar nova candidatura de Trump em 2028. A derrota republicana de terça-feira veio marcada pela revolta eleitoral com a guerra no Irã e com a economia.
Vance culpou abertamente a guerra pelo resultado. Rubio apoiou os ataques, mas não é a figura mais associada ao conflito no dia a dia.
Sua agenda pesa mais na América Latina, da política venezuelana sob Delcy Rodríguez às pressões sobre Cuba e às ações americanas contra embarcações no Caribe. Com o Congresso sob controle democrata, cresce a perspectiva de investigações sobre iniciativas em que Rubio participou.
Uma saída antes de janeiro, segundo as fontes, permitiria a Trump indicar substituto ainda sob Senado republicano. Isso também é cenário descrito por interlocutores.
Não é fato consumado. Ficar ou sair.
O cálculo político Deixar o cargo poderia afastar Rubio do desgaste do Irã e das futuras CPI.
Permanecer o manteria no centro do poder e ligado a um presidente ferido pelas urnas. Pessoas próximas dizem que ele pode evitar uma briga interna se Vance entrar na corrida de 2028.
Em setembro, Rubio disse que não tinha planos de candidatura e que estava cem por cento focado no governo. Também sinalizou que não disputaria se Vance concorresse.
Até o fechamento desta matéria, Marco Rubio segue no cargo. Há rumor de avaliação de saída, há negação pública dele e do Departamento de Estado, e há cálculo eleitoral para 2028.
O que ainda não existe é a renúncia.
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