A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, segundo confirmação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta sexta-feira (6) o Sistema de Contas Nacionais: Brasil referente àquele ano. A confirmação faz parte de procedimento de rotina de revisão do Sistema de Contas Nacionais, que ajusta os indicadores com base em fontes adicionais.
Os dados se referem a 2024, mas a divulgação só ocorre agora por causa do tempo de liberação dessas outras informações e para revisão dos dados. Pela dinâmica do IBGE, os dados oficiais e finais, sem mais revisões, do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil só são liberados dois anos depois da primeira divulgação.
Desta vez, por causa de reformulação da série do Sistema de Contas Nacionais, ano-base 2010 para ano-base 2021, o resultado de 2024 tem como base os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais. Nesse período de transição, a divulgação da série mais detalhada é suspensa temporariamente.
Por isso, esse resultado não tem o detalhamento a partir das Tabelas de Recursos e Usos (TRU) e das Contas Econômicas Integradas (CEI) publicadas anualmente. São mantidas, no entanto, as estimativas mais agregadas, com a TRU 12 atividades por 12 produtos e as Contas Econômicas Trimestrais com a economia nacional agregada.
Com a expansão de 3,4%, o PIB totalizou R$ 11,7 trilhões em 2024. O PIB per capita chegou a R$ 55.410,12.
As despesas de consumo final, que englobam despesas de consumo das famílias, governos e instituições sem fins de lucro, cresceram 4,4%, segundo o IBGE. A despesa de consumo final do governo, que engloba as despesas com bens e serviços oferecidos pelo governo à coletividade, cresceu 2%.
Já o consumo das famílias, que representa 64% do PIB, cresceu 5,1%. A indústria (3,1%) e os serviços (3,8%) cresceram, enquanto a agropecuária recuou (-3,7%).
O valor adicionado dos serviços cresceu em todas as atividades: informação e comunicação (6,1%), outras atividades de serviços (5,3%), comércio (3,8%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5,5%), atividades imobiliárias (3,1%), transporte, armazenagem e correio (1,9%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,7%).
Indicador do PIB que é referência de investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 6,9% em 2024. O valor corrente da FBCF atingiu patamar de R$ 1,9 trilhão e a taxa de investimento de 16,9%, maior que a de 2023 (16,4%).
A taxa corresponde à relação entre a FBCF e o PIB. No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 2,8%, enquanto as importações de bens e serviços subiram 15,6%.
Os destaques da pauta de importações foram: produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; veículos automotores; máquinas e equipamentos e serviços. Josh Redd / Unsplash
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