Uma reunião entre representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, prevista para a próxima semana, vai alinhar a atuação conjunta, definir a data de início das ações e detalhar o plano operacional para ampliar a segurança nos corredores logísticos considerados prioritários no Rio. O encontro será a primeira iniciativa concreta após a assinatura, na última quinta-feira, de dois Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo fluminense para fortalecer a integração entre as forças de segurança locais e federais no enfrentamento ao crime organizado. Entre os corredores inicialmente definidos como prioritários estão a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Em nota, o governo do estado afirma que "as definições serão construídas de forma conjunta entre os órgãos participantes, a partir das diretrizes estabelecidas nos acordos assinados entre o Governo do Estado e o Ministério da Justiça e Segurança Pública". Os dois acordos preveem a retomada de territórios, a proteção de corredores estratégicos e o fortalecimento da presença permanente do Estado em áreas sob influência de organizações criminosas. A colaboração inclui compartilhamento de informações, inteligência territorial, apoio operacional e integração de tecnologias, além de iniciativas voltadas ao enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas pelo crime organizado. Apoio de várias instituições Um dos acordos estabelece a cooperação entre União e estado para fortalecer a Política Estadual de Reocupação Territorial. Para isso, haveria apoio da Força Nacional, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal. A ideia é que o compromisso vá além da presença permanente das forças de segurança nos territórios conflagrados. A parceria promete ainda entrar com políticas de infraestrutura, desenvolvimento social, desenvolvimento econômico e acesso à Justiça. A iniciativa contempla ainda ações de documentação civil, atendimento a vítimas, proteção de grupos vulneráveis e ampliação da oferta de serviços públicos essenciais nas áreas contempladas. Segundo o acordo, a implementação das medidas será orientada por Planos Táticos de Reocupação Territorial, coordenados pelo estado. O combate às estruturas econômicas utilizadas por organizações criminosas também faz parte da cooperação, com ações de inteligência financeira e patrimonial. Para isso, a parceria inclui articulação com instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras para identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime organizado, enfraquecendo fontes de financiamento dessas organizações. Há previsão ainda de integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, com intercâmbio de informações e protocolos voltados ao isolamento de lideranças criminosas e à interrupção da comunicação entre integrantes presos e organizações que atuam nos territórios. Cercas eletrônicas e drones Já o outro acordo cria uma estratégia integrada para ampliar a segurança nos principais corredores logísticos do estado. A estratégia estabelece planejamento conjunto, monitoramento permanente e emprego de tecnologias como cercas eletrônicas, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco é reduzir roubos de cargas e veículos, além de fortalecer as investigações sobre organizações criminosas que atuam nessas regiões.
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Reunião na semana que vem vai definir plano e data do início de ações para ampliar segurança em corredores viários do Rio
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