O que se mostra óbvio e desinteressante, muitas vezes, guarda surpresas bem interessantes e um aprendizado genuíno para quem se propõe a descobrir um significado novo no que vê e ouve no dia a dia. Desse modo foi que o advogado, jornalista, professor e escritor Josué Costa construiu “Inquietações”, segundo livro dele a ser lançado neste domingo (6), às 18h, no Estande da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa) na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar - Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém.
“Todo o livro é resultado de uma postura de inquietação, de admiração diante da vida, dos fatos e do mistério, que é aquilo que vemos e ouvimos e não entendemos”, destaca Josué Costa. “Inquietudes” é o segundo livro dele publicado pela editora pública Dalcídio Jurandir, vinculada à Ioepa, que tem o histórico de promover a cultura literária no Estado do Pará. “O ‘Inquietudes’ reúne narrativas, crônicas e artigos que resultaram da minha observância irrequieta do dia a dia, sobretudo daquilo que, aparentemente, nos parece óbvio e desinteressante”, ressalta o autor.
E Josué não tem papas na língua quando externa a real intenção dele com esse novo livro. “Inquietar o leitor. Conduzi-lo à busca daquilo que está além das aparências das coisas, das palavras, das imagens. Fazer com que ele entenda que a acomodação nos estaciona na mediocridade, o que é chato demais”.
Josué tem dois livros rascunhados, de literatura visagenta, que darão continuidade ao primeiro, o qual teve boa aceitação entre os leitores. O primeiro livro dess autor é “Fantasmas do Casarão”, que reúne 40 crônicas sobre aparições de visagens dentro do tradicional Colégio Paes de Carvalho.
A relação de Josué Costa com a literatura data de muito tempo. Como ele próprio diz, nasceu “do gosto de pensar à luz da filosofia”. “Há filosofia pulsando dentro de mim. Me faz bem ministrar aulas de filosofia para adolescentes. Eu gosto de fazer isso em sala de aula. Desconstruir mentiras e preconceitos é um fazer peculiar do professor de filosofia, possibilitando, assim, a reconstrução do saber à luz da verdade e a elaboração conceitual no terreno da liberdade, da crítica e da posse do saber pensado. Gosto de escrever o que digo. Acho que daí nasce o meu gosto pela literatura”.
O escritor mantém frentes de atuação e conta que está em processo de aposentadoria na Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) e ativo na Secretaria Municipal de Educação (Semec). Josué Costa advoga na área do Direito de Família e mantém o ofício de escrever.
Em contraste aos benefícios legados pelos recursos tecnológicos, muita gente deixa de observar o mundo, a vida, argumentando que está “na correria”, sem tempo para isso. Muita gente restringe, em grande parte, o seu modo de vida a conversações em redes sociais, vivendo basicamente, como se diz, “no automático”. Josué Costa não compartilha dessa postura e, então, defende que as pessoas busquem aproveitar as oportunidades de ampliar seus conhecimentos no dia a dia.
“Essa mensagem é muito latente nas linhas e entrelinhas do ‘Inquietudes’. Precisamos nos admirar diante da vida. Buscar respostas às indagações que essa atitude provoca. A vida deve ser instigante, dinâmica. Sócrates nos ensina que o sábio é aquele que sabe que não sabe e, assim, incomodado pela ignorância, se lança em busca do conhecimento, que é resultado do ato de se admirar, seguido da reflexão, do debate dialético” arremata o escritor.
Serviço:
Lançamento do livro ‘Inquietudes’, de Josué Costa
Em 6 de setembro de 2026, às 18h, no Estande da
Ioepa, na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes,
no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia,
na avenida Dr. Freitas, s/n, no bairro do Marco, em Belém (PA)
O Liberal