A reunião em que o PL oficializou a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado foi marcada por apelos de não agressão à senadora Tereza Cristina (PP-MS), também candidata ao comando da Casa. A agenda aconteceu na manhã da quarta-feira (4/11), na sede nacional do partido, em Brasília.
O encontro teve a presença de mais de 30 senadores que já exercem mandato ou que foram eleitos para a Casa em 2026. Michelle Bolsonaro (PL) será senadora pelos próximos oito anos
Segundo relatos obtidos pela coluna, o próprio Marinho pediu aos demais parlamentares que evitem atacar Tereza Cristina nas redes sociais. O argumento foi de que os dois estarão juntos em algum momento da disputa.
O apelo de não agressão à senadora do PP também foi feito na reunião, de acordo com relatos, pelo senador Carlos Portinho (RJ), atual líder do PL no Senado, e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Valdemar, aliás, abriu o encontro justificando a ausência da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF).
Aos presentes, ele relatou que Michelle havia ligado para ele para explicar por que não foi à reunião. Segundo relatos, o presidente do PL disse que Michelle não compareceu porque estava preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na residência do casal, em Brasília.
Valdemar informou ainda que Michelle havia escalado a atual presidente interina do PL Mulher, Ana Munhoz, para representar a ex-primeira-dama na reunião dos senadores com Marinho. A reunião foi marcada ainda por juras de fidelidade do senador Efraim Filho (PL-PL).
Segundo relatos, Efraim disse que será leal a Marinho, apesar de também ser próximo de Davi Alcolumbre (União-AP). Após o encontro, Marinho deu uma entrevista à imprensa.
Na sequência, foi almoçar com aliados no barco onde o senador Wilder Moraes (PL-GO) mora. A embarcação fica atracada no setor de clubes sul, na capital federal.
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