Renovar contrato de uso da marca BR é prioridade para Vibra

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Vibra tem como prioridade renovar o contrato que permite usar a marca BR nos postos da empresa, mas ainda não começou a conversar com a Petrobras sobre o tema. “Nossa prioridade absoluta é a renovação do nosso contrato”, disse ontem o presidente da distribuidora, Ernesto Pousada, ao participar da conferência de resultados da empresa no 3º trimestre

O acordo entre Vibra e Petrobras envolvendo o uso da marca BR termina em 28 de junho de 2029. Em janeiro de 2024, a estatal já havia avisado formalmente que não tinha interesse em renovar o contrato e pediu à distribuidora um plano para retirar a marca dos postos.

A discussão continua sem solução até o momento. Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 19 de outubro, a Vibra informou que as empresas ainda não chegaram a um acordo sobre o plano de retirada da marca, chamado de “debranding”.

A companhia também afirmou que não há disputa judicial ou arbitral sobre o tema. Se não houver acordo, a Vibra afirmou já ter um plano alternativo para trocar a marca dos mais de 8 mil postos operados pela empresa.

Procurada para comentar as declarações da Vibra, a Petrobras não respondeu até o fechamento desta edição. Enquanto isso, a Vibra pretende ampliar sua rede.

O diretor financeiro, Mauricio Teixeira, afirmou que os investimentos para atrair postos à bandeira BR têm retorno superior à média dos demais investimentos da companhia. “O melhor capex [investimento] que a gente tem hoje é investir na expansão de postos”, disse Teixeira.

Pousada, por sua vez, informou que cerca de 60% dos novos contratos preveem o pagamento de bonificações aos revendedores após o cumprimento das condições de desempenho estabelecidas pela Vibra, enquanto 40% são antecipados. Nos últimos anos, a fatia de contratos com pagamento antecipado chegou a 80%, segundo o executivo.

A mudança reduz o valor que a empresa precisa desembolsar antes de começar a operar com os postos. A Vibra também espera ganhar participação de mercado em 2027 nos segmentos de diesel, gasolina e etanol, segundo Pousada.

No caso do diesel, porém, o crescimento pode ser limitado pela necessidade de aumentar as importações. A empresa planeja ainda manter margens acima das registradas em 2025, mesmo depois do fim do conflito no Oriente Médio.

A margem Ebitda recorrente da distribuição ficou em R$ 381 por metro cúbico no 3º trimestre, queda de 16% em relação ao trimestre anterior e alta de 139% na comparação anual. O número ficou próximo das projeções do Itaú BBA, de R$ 380, e do Bradesco BBI, de R$ 369.

O Itaú considerou o resultado dentro do esperado e destacou a geração de R$ 2,5 bilhões em caixa livre, acima de sua previsão. O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da ação de R$ 45 para R$ 46 e manteve recomendação de compra.

O Itaú BBA também manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 45. O BB Investimentos passou a recomendar a compra do papel, antes classificado como neutro, e manteve o preço-alvo de R$ 35.

Já a Ativa manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 42. A corretora avalia que as margens devem cair após o resultado de 2026 e projeta que o indicador recue para R$ 211 por metro cúbico em 2027.

As ações ON da companhia fecharam ontem a R$ 22,60, queda de 2,22%.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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