‘Rei da Sucata’: empresário suspeito de lavar dinheiro para o CV é preso em joalheria em SP

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu neste sábado, 11, o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como Rei da Sucata, suspeito de lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV). Ele foi detido no shopping Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo, enquanto fazia compras em uma joalheria de luxo.

A prisão ocorre no âmbito da Operação Contenção, deflagrada em 29 de maio, quando 24 foram presos. Na ocasião, Alcântara não foi localizado e foi considerado foragido.

Ele passou a constar em alerta vermelho na lista da Interpol e chegou a fugir para os Estados Unidos, retornando ao Brasil no início de outubro. A ação deste sábado foi coordenada com o Grupo de Segurança Institucional do Ministério Público de Minas Gerais (GSI/MPMG) e contou com o apoio do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA. Segundo as investigações, o criminoso usava companhia de metais para repassar R$ 4,6 milhões ao operador financeiro do traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

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“O trabalho revelou que empresas do ramo de reciclagem, sucatas e metais foram utilizadas para movimentar valores provenientes do tráfico, por meio de contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie e transferências entre pessoas físicas e jurídicas sem relação econômica aparentemente compatível”, informou a Polícia Civil em nota.

Uma análise de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou transferências da empresa para contas do principal operador financeiro de Rabicó. Agentes identificaram repasses individualizados de R$ 4,6 milhões, além de movimentações de cerca de R$ 1,6 milhão para contas vinculadas a outras empresas do mesmo circuito empresarial.

Continua após a publicidade “As apurações indicaram que os recursos percorriam uma rede de empresas e pessoas interpostas antes de serem reinseridos na economia formal.

Dessa forma, o dinheiro do tráfico não circulava apenas por contas diretamente ligadas aos integrantes da facção, mas também por negócios aparentemente regulares, especialmente dos setores de reciclagem, sucatas e metais”, acrescentou a corporação.  

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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