Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara é suspeito de lavar dinheiro do Comando Vermelho e teria repassado R$ 4,6 milhões a operador de traficante Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como “Rei da Sucata”, foi preso na noite de sábado, 7, em uma joalheria no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.
Ele é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV) por meio de empresas do setor de reciclagem e comércio de metais. Alcântara era considerado foragido e estava incluído na lista de procurados da Interpol.
A prisão foi resultado de uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro com o Ministério Público de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil do Rio, o “Rei da Sucata” usava uma companhia do setor de metais para repassar R$ 4,6 milhões a um operador financeiro de Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como traficante ligado ao CV.
Ele atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. As investigações indicam que empresas de reciclagem, sucatas e metais eram usadas para movimentar recursos do tráfico.
Ainda de acordo com os investigadores, o dinheiro passava por contas bancárias, depósitos em espécie e transferências entre pessoas físicas e jurídicas antes de entrar na economia formal. Contra Alcântara havia dois mandados de prisão: um expedido pela Justiça de Minas Gerais e outro pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro.
Ele estava foragido desde a Operação Contenção, deflagrada em maio, quando 24 pessoas foram presas. Na ocasião, a polícia identificou movimentações financeiras superiores a R$ 453 milhões.
A captura foi precedida por cinco meses de investigações e monitoramento. Segundo as autoridades, Alcântara chegou a viajar aos Estados Unidos e retornou ao Brasil no início de outubro.
Em nota à Itatiaia, a defesa negou qualquer vínculo do empresário com o Comando Vermelho, o PCC ou outras organizações criminosas, além de negar a prática de lavagem de dinheiro. Os advogados afirmaram que as empresas em que ele atua são legítimas e que as movimentações investigadas decorreram de operações comerciais regulares.
Também disseram que pretendem comprovar a inocência de Alcântara e a legalidade das transações ao longo do processo.
O Antogonista