Rabobank prevê área de soja estável e 'normalização' da produtividade

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Fonte da notícia: Globo Rural Globo Rural

A safra 2026/27 de soja no Brasil deve ter estabilidade na área plantada e “normalização” da produtividade. A se manterem essas condições, o país deve colher a segunda maior produção da história.

A avaliação é do banco holandês Rabobank, que atualizou suas projeções para 2027. O banco projeta uma área plantada em 49 milhões de hectares.

A colheita deve totalizar 178 milhões de toneladas, uma redução de 2,2% em comparação com a temporada 2025/26, de 182 milhões de toneladas do grão. “É o primeiro ano em que a gente não espera aumento da área plantada de soja”, ressaltou a analista de mercado de grãos, Marcela Marini.

“Pelo menos, por enquanto, o plantio está adiantado, superando as expectativas”, acrescentou. Marcela lembrou que o Brasil está sob efeitos do fenômeno climático El Niño, o que reforça a atenção com as condições climáticas.

Mas, de forma geral, não tem prejudicado o ritmo do trabalho de campo no país. Atrasos na semeadura por excesso de chuva em algumas regiões foram pontuais.

A analista reconheceu que as projeções do banco para a safra nova de soja são conservadoras. Pontuou, no entanto, que o Brasil encerrou um ciclo de colheita recorde.

Ela admite a possibilidade de revisar os números, o que deve ocorrer a partir da segunda quinzena de dezembro. “Hoje, a gente não considera uma potencial perda de produtividade com o El Niño.

Vamos considerar isso a partir de dezembro”, pontuou. O Rabobank espera um aumento na demanda interna por soja no Brasil.

O esmagamento do grão deve aumentar 1,6%, de 63 milhões em 2026 para 64 milhões de toneladas em 2026. Marcela Marini disse que esse aumento será estimulado pelos atuais preços do petróleo e pelo aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 16%.

Vendas externas De outro lado, as exportações devem cair 1%, de 114 milhões para 113 milhões de toneladas.

A analista do Rabobank explicou que os Estados Unidos devem aumentar as vendas de soja para a China, em função de acordos comerciais, o que deve tirar espaço do Brasil no país. “Os EUA exportaram 12 milhões de toneladas para a China.

E devem embarcar o dobro. Deve ter uma estabilidade na demanda chinesa e devemos ter uma participação menor na exportação para a China, o que abre espaço em outros mercados”, disse.

Marina acrescentou que, depois de chegarem ao patamar de US$ 13 dólares por bushel na bolsa de Chicago, as cotações da soja se acomodaram e não devem ter novas altas. Mas a expectativa é de volatilidade, com o mercado enfrentando incertezas macroeconômicas, climáticas e geopolíticas.

Publicação Original Globo Rural globorural.globo.com
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