247 – O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai afirmou neste sábado (7) que o país sai fortalecido da profunda crise financeira e política que culminou na destituição do presidente Santiago Peña na última sexta-feira (6). Em comunicado oficial publicado em seu portal digital, a pasta destacou a robustez do sistema financeiro nacional e apontou que o processo de impeachment e a consequente posse de Pedro Alliana comprovaram a capacidade das instituições do Estado de superar momentos críticos dentro da estrita ordem jurídica.
A manifestação oficial ocorre paralelamente aos primeiros posicionamentos de governos estrangeiros sobre a abrupta mudança de comando no Executivo paraguaio. Chanceleres estrangeiros reagem à mudança de comando em Assunção
Diante da transição presidencial, a Embaixada dos Estados Unidos em Assunção classificou o Paraguai como um parceiro estratégico e aliado, manifestando expectativa de trabalhar em conjunto com Alliana para promover interesses bilaterais, embora sem emitir um juízo explícito sobre a decisão do Congresso de afastar o titular anterior.
Por sua vez, a representação de Taiwan no país sul-americano reafirmou o compromisso contínuo de estreitar laços com o governo e a população paraguaios, preservando o histórico vínculo diplomático exclusivo na região. No âmbito sul-americano, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou cumprimentos a Alliana pela posse e expressou o interesse em fortalecer as relações bilaterais, enquanto o governo do Chile desejou êxito ao novo mandatário, reiterando a importância do diálogo, do respeito mútuo e dos valores democráticos.
Relações Exteriores defende processo legal contra Peña Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a crise gerada pela insolvência de um banco local colocou à prova a resistência institucional do país após semanas de forte tensão política.
A pasta ressaltou que a acusação formal contra Peña tramitou no Congresso sob a acusação de negligência no exercício de suas funções, respeitando integralmente as normas da Constituição. Após analisar os argumentos apresentados pela Câmara dos Deputados e ouvir a defesa do então presidente, o Senado concluiu pela responsabilidade de Peña na crise e determinou sua destituição.
O ministério destacou que a resposta institucional evidenciou a existência de mecanismos eficazes para corrigir irregularidades, proteger o interesse público e responsabilizar os culpados, embora o comunicado não tenha detalhado medidas específicas voltadas aos depositantes do Ueno Bank nem comentado as investigações em curso sobre a instituição financeira.
Banco Central avança na restituição de fundos a depositantes A avaliação de resiliência institucional divulgada pela chancelaria coincide com o andamento do processo de devolução de recursos a milhares de correntistas afetados pelo fechamento do Ueno Bank, determinado nesta semana pelo Banco Central do Paraguai (BCP) devido a graves problemas de solvência.
Neste sábado, o presidente interino da autoridade monetária, Pedro Acosta, informou que cerca de 1,196 milhão de depositantes já receberam transferências por meio do Fundo de Garantia de Depósitos, montante que totaliza aproximadamente 996 bilhões de guaranis, equivalentes a US$ 160 milhões.
Apesar dos pagamentos iniciais, a autoridade monetária confirmou que ainda restam 669.336 contas pendentes de processamento. Paralelamente à crise econômica, Alliana assumiu a Presidência para concluir o mandato constitucional até 15 de agosto de 2028, tendo o senador Antonio Barrios sido eleito e empossado como novo vice-presidente para o restante do período legislativo, consolidando a nova configuração do Poder Executivo em Assunção.
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