Por Gustavo MaiatoPostado em 07 de novembro de 2026 Disputas por crédito de composição acompanham a história do rock e, não raro, terminam nos tribunais.
O tema surgiu na live desta terça-feira (3) no canal de Regis Tadeu no YouTube, depois que os participantes lembraram a briga entre Andy Summers e Sting por causa de "Every Breath You Take". Foi o próprio Regis quem lançou a pergunta: até que ponto quem faz o arranjo deve ter participação na composição?
Um dos convidados considerou o caso do Police polêmico, porque o trabalho do guitarrista teria sido de arranjo. Regis, porém, saiu em defesa dos arranjadores.
"Se você faz um arranjo de uma canção que foi composta por outra pessoa e esse arranjo é fundamentalmente fundamental para o resultado final, tem que entrar, cara", afirmou. Outro participante concordou e recorreu a um sucesso dos anos 1980 para ilustrar a ideia.
"Imagina que você componha 'Sweet Dreams', que é do Eurythmics. Aí você manda para mim ela violão e voz.
Cara, eu vou lá e faço aquele arranjo de teclado, coloco aquela roupa na música que as pessoas nem precisam abrir a boca, você já entendeu a música. Vai falar que aquilo é só arranjo? Não, claro que não.
Aí não dá." O mesmo convidado citou "In the Air Tonight", de Phil Collins.
Para ele, a virada de bateria e o clima da faixa fazem do arranjo o coração da canção. Se o arranjador não fosse o próprio Collins, argumentou, o autor teria que dividir os créditos.
Regis concordou com o exemplo, e a discussão se estendeu por alguns minutos entre os participantes. No caso do Police, o assunto segue mal resolvido entre os ex-integrantes.
Na mesma live, um dos convidados contou ter entrevistado Summers no Brasil e ouvido do guitarrista que não falava com os ex-colegas havia quase dez anos. Ele também não demonstrou interesse em retomar o contato.
Regis lembrou ainda que a reunião da banda terminou com o trio convencido de que nada mais sairia dali.
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