247 – A Embaixada da China no Brasil reagiu nesta quarta-feira (4) com ironia nas redes sociais após o governo dos Estados Unidos classificar o Instituto Confúcio como uma “ameaça” à segurança nacional norte-americana. A manifestação ocorreu por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), na qual a representação diplomática chinesa questionou a justificativa apresentada por Washington.
“Quem é ameaça à segurança? Quem tem medo de que o público conheça a China?”, escreveu a embaixada na rede social. A declaração contesta os apontamentos do Departamento de Guerra dos EUA em relação aos institutos, que atuam internacionalmente na promoção da cultura e no ensino da língua chinesa.
O posicionamento da embaixada gerou forte repercussão entre internautas brasileiros, que comentaram a medida com ironia e questionamentos à classificação adotada pelas autoridades trumpistas. Nas interações registradas no X, diversos usuários relataram que o alerta sobre a suposta ameaça acabou gerando o efeito oposto, despertando a curiosidade sobre as atividades da entidade.
“Eu nem sabia da existência desses institutos. Depois que a embaixada dos EUA postou eu fui procurar e achei bastante interessante”, comentou um internauta.
Outros perfis recorreram ao humor para relativizar as alegações de risco. “Na minha faculdade tinha um, era perigosíssimo, só que não kkkkkkkkk”, debochou um estudante.
O tom crítico à postura dos EUA também apareceu em reflexões sobre o acesso ao conhecimento e ao intercâmbio cultural. “Lógico que para eles Confúcio é uma ameaça, assim como qualquer coisa que não seja enlatada e rasa”, pontuou um usuário.
Em outra resposta, um internauta afirmou: “Estão criminalizando a arte de estudar. Jovens, não se enganem, somente o estudo nos liberta”.
O episódio reflete como a narrativa de suposta ameaça utilizada no embate geopolítico entre Estados Unidos e China repercute e é recebida com ceticismo no debate digital brasileiro.
Brasil 247