247 – Levantamento pós-eleitoral conduzido pela Quaest revela que 94% dos brasileiros declaram torcer para que o presidente Lula (PT) faça um governo de sucesso à frente do país. O indicador reflete um clima de renovação das expectativas nacionais após a definição das urnas, registrando uma postura convergente de torcida pelo desenvolvimento do Brasil.
O diretor do instituto de pesquisa, Felipe Nunes, divulgou neste domingo (8) os dados da pesquisa “O Brasil depois das urnas”, destacando que a preocupação dos cidadãos com o futuro atingiu o menor patamar de toda a série histórica. Além da esperança de um país mais próspero, o otimismo com a nova gestão baseia-se na vitória do processo democrático, na garantia de manutenção dos programas sociais de combate à desigualdade e nas propostas de regulamentação das redes sociais e das apostas bets.
Entre os sentimentos imediatos após a divulgação do resultado, destacam-se a alegria e o alívio, especialmente entre os eleitores alinhados à esquerda e no campo democrático. Do lado oposto do espectro político, o bolsonarismo manifestou revolta e a direita demonstrou decepção, enquanto o grupo de eleitores independentes apresentou reações fragmentadas.
A despeito do cenário de cisão derivado da disputa eleitoral, o sentimento coletivo predominantemente aponta para o desejo conjunto de que o Executivo alcance êxito em sua agenda. Entre as prioridades cobradas pela população para o próximo ciclo de governo, o eleitorado aponta com destaque a garantia do fim da jornada de trabalho em escala 6×1, a isenção de impostos sobre itens da cesta básica e a valorização contínua do salário mínimo, além da consolidação do pacto nacional contra o feminicídio.
Por outro lado, as principais preocupações expressas pelos entrevistados envolvem temas econômicos — como juros e dívida pública —, a segurança pública, o combate à corrupção e a governabilidade. O levantamento detalhou ainda a percepção pública sobre episódios recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o estudo, 89% dos brasileiros tomaram conhecimento da fuga do parlamentar aos Estados Unidos — o maior índice de repercussão registrado em pesquisas recentes. Deste total, 62% classificaram a atitude como errada e 56% avaliaram que a viagem representou uma tentativa de se esquivar da Justiça, contra 35% que viram perseguição política.
O movimento provocou divergência dentro da própria base de direita, onde metade dos eleitores considerou a saída do país um equívoco. Além disso, 70% dos entrevistados souberam da autoproclamação presidencial tentada pelo senador após a apuração.
A reação foi amplamente desfavorável: 60% reprovaram a atitude do parlamentar e 59% manifestaram desaprovação aos questionamentos feitos contra o resultado das urnas, em um momento em que a grande maioria da população atesta a legitimidade e a lisura do pleito. A pesquisa Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro.
O levantamento possui índice de confiança de 95% e margem de erro estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Brasil 247