Quaest: 39% projetam eventual governo Flávio melhor que o do pai, e 32% esperam novo mandato de Lula acima do atual

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta sexta-feira mostram que 39% dos eleitores acham que o senador Flávio Bolsonaro (PL) faria um governo melhor que o do pai, Jair Bolsonaro (PL), caso fosse eleito presidente no próximo domingo. Outros 31% têm a expectativa de uma gestão pior do filho.

Já em relação a um eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 32% esperam que ele seja melhor que o atual, mesmo percentual dos que projetam uma gestão pior. Pesquisa Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição

Quaest: Lula avança entre eleitores de Cury no segundo turno, enquanto Flávio cresce entre apoiadores de Renan e Caiado Segundo a Quaest, 13% acham que um eventual governo Flávio seria "tão bom quanto" o de Jair e 10%, "tão ruim quanto", enquanto 7% não souberam ou não responderam.

No caso de vitória de Lula no segundo turno, 18% avaliam que seria um governo "tão bom quanto" e 11%, "tão ruim quanto". E, da mesma forma, 7% não souberam ou não responderam.

Os mais pessimistas quanto a um governo Flávio estão no Nordeste (43%), entre as mulheres (33%), entre os que têm Ensino Fundamental (37%), entre os que ganham até dois salários mínimos (38%), entre os católicos (38%) e entre os que declararam voto em Lula no primeiro turno (68%).

Já os mais pessimistas quanto a um quarto governo de Lula estão no Sul (37%), entre os homens (39%), entre os evangélicos (42%), entre os brancos (35%) e entre os que declararam voto em Flávio no primeiro turno (67%). Expectativa sobre o futuro

Para a maior parte do eleitorado, Flávio Bolsonaro tem maior chance de reduzir impostos e Lula de manter programas sociais. Os números ainda mostram que os dois postulantes ao Planalto empatam tecnicamente no potencial para reduzir o preço de alimentos e resolver o endividamento das famílias, considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais.

Durante a campanha presidencial, Flávio prometeu fazer um "tesouraço" nos impostos, caso seja eleito. Para 51% dos entrevistados, segundo a Quaest, ele é o candidato que tem maior chance de baixar os tributos, enquanto 38% colocam Lula nessa posição e 4%, nenhum deles.

Já a campanha petista focou, principalmente no segundo turno, em vincular o "tesouraço" do adversário a um possível fim de benefícios sociais, como o Bolsa Família. Flávio negou, mas, na percepção de 57% eleitorado, o petista é o candidato que tem maior chance de dar continuidade a programas desse tipo.

Outros 35% citaram o senador como principal mantenedor dessa agenda. O Bolsa Família foi um dos principais temas da reta final do segundo turno em meio ao anúncio, pelo governo Lula, da antecipação do pagamento, das reclamações da oposição sobre o uso eleitoral da máquina pública e das declarações de uma das principais aliadas de Flávio sobre uma regra de transição para beneficiários deixarem o programa.

Os dados da Quaest apontam que, para 73% daqueles que recebem o benefício, Lula tem maior chance de manter os programas sociais; para 22%, Flávio tem maior chance disso. Numa disputa polarizada, um lado acusa o outro de ameaçar a democracia.

Os dados levantados pela Quaest mostram que a pecha de ameaça colou mais sobre Flávio: 48% consideram que ele representa maior risco ao regime democrático, contra 40% de Lula. No potencial de reduzir o preço dos alimentos, argumento de campanha de Flávio no primeiro turno, o senador marca 45% e o presidente, 44%.

Também em cenário de empate técnico, o filho do ex-presidente é visto por 43% como o candidato com maior chance de resolver o endividamento das famílias, três pontos atrás de Lula, que soma 46%. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento fez 2.154 entrevistas domiciliares presenciais entre 17 e 20 de outubro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, e nível de confiança é de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026.

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