Para a maior parte do eleitorado brasileiro, o principal desafio do presidente que sairá das urnas no próximo domingo será o crescimento econômico/sair da crise. A questão foi mencionada por 21% dos entrevistados na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O tema aparece na frente do combate à violência e ao crime, citado por 13%. Na sequência, controlar a inflação, combater a corrupção e melhorar a saúde surgem empatados, considerados o principal desafio por 7% do eleitorado cada. Diminuir a pobreza e a fome e gerar empregos são citados por 5% cada, e diminuir a divisão política, reduzir impostos e controlar gastos e a dívida pública por 3% cada.
Numericamente, os temas menos mencionados pelos eleitores como a principal dificuldade do próximo chefe do Executivo, por apenas 2% dos entrevistados cada, são melhorar a educação e a relação com o Congresso e com o Supremo Tribunal Federal (STF). 6% responderam "outros", e 16% não sabem ou não quiseram responder.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-08535/2026. Foram ouvidas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais presencialmente entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Mais bolsonaristas veem economia como principal desafio, e lulistas priorizam combate à violência Entre os participantes que se declaram como bolsonaristas ou lulistas, os resultados foram diferentes. Crescimento econômico/sair da crise continua sendo apontado como o principal desafio por quem apoia Flávio Bolsonaro (PL), citado por 26% desse eleitorado. Na sequência, estão combater a violência e o crime (11%) e combater a corrupção (9%). Já entre quem se considera lulista, a principal dificuldade do próximo mandatário é combater a violência e o crime , mencionado por 14%. A queixa aparece numericamente à frente de crescimento econômico/sair da crise, citado por 13%. Melhorar a saúde é considerado o desafio mais importante para 9%. Entre os bolsonaristas, os temas menos mencionados são diminuir a divisão política, por 0%, seguido por melhorar a educação e a relação com o Congresso e o STF, por 1% cada. Outros 17% não sabem ou não responderam, enquanto 4% disseram que "outros temas". Entre os lulistas, reduzir impostos e controlar a dívida pública são as questões que menos aparecem como prioridades, citadas por somente 1% cada. Outros 24% não sabem ou não responderam, e 8% disseram "outros".
O Globo