247 – O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul (Sindipetro Unificado) lançou, nesta quarta-feira (21), uma nova edição do jornal Petróleo dos Brasileiros. A publicação compila dados oficiais da Petrobras e os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelas duas candidaturas que disputam o segundo turno da eleição presidencial. O material, que teve todo o seu conteúdo previamente analisado pela assessoria jurídica da entidade, pode ser acessado no site da organização.
Informação não é propaganda – A nova tiragem chega a público 12 dias após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspender em caráter liminar a edição especial de setembro do jornal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, proferida em 9 de outubro, determinou a interrupção da distribuição, a retirada da publicação do site e dos canais digitais do sindicato, além do recolhimento dos exemplares, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
O Sindipetro Unificado afirma ter cumprido a ordem integralmente, embora não reconheça qualquer irregularidade. A organização já solicitou a reconsideração da liminar e acompanha o andamento do processo na Justiça. O sindicato defende que a medida restritiva atinge a liberdade de expressão, o direito à informação e a autonomia sindical, garantidos pelo artigo 5º da Constituição Federal, e ressalta que a decisão judicial não apontou nenhuma informação falsa na publicação.
O coordenador-geral do Sindipetro Unificado, Steve Austin, assegura que a entidade seguirá informando a categoria. “Cumprimos a decisão, mas não vamos nos calar. Nenhum dado do nosso jornal foi desmentido. Informar o trabalhador sobre o futuro da empresa em que ele trabalha é a razão de existir de um sindicato, e isso não é crime em lugar nenhum de um país democrático”, declarou.
O direito de conhecer os rumos da Petrobras – A coordenadora-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira, também defendeu o caráter informativo do veículo de comunicação. “A Justiça não disse em nenhum momento que as informações do jornal são falsas, apenas barraram por classificar como [material] eleitoral no período de campanha”, pontuou.
Segundo a dirigente, informar a categoria é uma obrigação das entidades sindicais. “É dever dos sindicatos fornecerem informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o país e para os brasileiros”, concluiu.
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