Primeiro político condenado pela Lava-Jato, André Vargas não é eleito no Paraná e fica como suplente

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O ex-deputado federal André Vargas (PT), primeiro político condenado na Operação Lava-Jato, não conseguiu se eleger novamente para o cargo neste domingo, no Paraná. Vargas chegou a ser preso por três anos, entre 2015 e 2018, mas teve sua sentença anulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso.

Votado por 34 mil eleitores, Vargas será suplente, segundo os resultados divulgados pela Justiça Eleitoral.

Vargas, que chegou a ser vice-presidente da Câmara entre 2013 e 2014, renunciou ao mandato pressionado pelo PT na época, depois que seu nome apareceu, na primeira fase da Lava- Jato, ligado a Alberto Youssef. Ele teria viajado em um jatinho do doleiro e sido flagrado intermediando interesses de Youssef no Ministério da Saúde. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-deputado teria recebido propina de uma agência de publicidade e de uma empresa de tecnologia para que fossem contratadas para prestar serviços à pasta da Saúde e à Caixa Econômica Federal. Em 2015, ele foi condenado pela primeira vez a 14 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo então juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal de Curitiba. Vargas foi preso ainda em abril daquele ano. Em 2017 e 2018, o ex-deputado foi condenado novamente por lavagem de dinheiro em outras ações penais. Na segunda instância, a condenação de Vargas foi mantida para os crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, mas o ex-parlamentar foi absolvido de uma suposta declaração subfaturada na aquisição de um imóvel em Londrina (PR) com dinheiro ilícito por falta de provas. Somadas, as penas de Vargas chegaram a 19 anos e dez meses de prisão. Em outubro de 2018, porém, ele deixou a cadeia após obter progressão de regime em virtude do cumprimento de mais de um terço da pena. Para ter direito ao benefício, ele precisou pagar cerca de R$ 1,1 milhão a título de ressarcimento de danos, valor que foi parcelado em 72 vezes. Em 2023, em um revés do caso, a condenação de Vargas foi anulada pelo STF após a Corte entender que Moro não tinha competência para avaliar o caso, uma vez que as acusações não tinham ligação direta com o esquema de desvios da Petrobras apurados na Lava-Jato, mesmo motivo que levou à anulação das condenações de Lula.

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