Quatro petistas condenados na Operação Lava Jato estavam com os nomes nas urnas neste domingo. Com exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda irá disputar o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum se elegeu.
Candidato a deputado federal em São Paulo, Dirceu foi condenado a mais de sete anos de prisão no Mensalão. Também foi sentenciado a uma pena 10 anos no âmbito da Lava-Jato. A primeira sentença acabou extinta, enquanto a outra foi anulada pelo Supremo. Nesta eleição, ele recebeu 78 mil votos, mas ficou de fora dos 11 melhores resultados da Federação formada por PT, PV e PCdoB.
Delúbio Soares concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado de Goiás com o slogan "O amigo do Lula". Um dos fundadores da sigla, Soares era tesoureiro do partido na época do mensalão. Ele acabou condenado a 8 anos e 11 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sentença confirmada pelo próprio tribunal em 2013.
O ex-tesoureiro petista Delúbio Soares Reprodução Em 2017, já no âmbito da Lava Jato, o então juiz Sergio Moro condenou Delúbio a 5 anos de prisão por lavagem de dinheiro, no caso relacionado ao empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin a José Carlos Bumlai. Em 2023, porém, o STJ anulou essa condenação, por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar aquele caso. A decisão determinou que o processo fosse encaminhado à Justiça Eleitoral. Nesta eleição, Delúbio recebeu 14 mil votos e ficou como suplente.
André Vargas (PT), primeiro político condenado na Operação Lava-Jato. Reprodução / Instagram Já André Vargas concorreu ao cargo de deputado federal pelo Paraná e se apresentoucomo "o candidato de Lula" no estado. Ele foi o primeiro político condenado no bojo da operação. As duas ações em que era alvo foram anuladas pelo STF em 2022 e 2023, ano em que retornou ao PT.
Nesta eleição, Vargas não obteve votos suficientes para assumir o cargo e ficará como suplente da sigla.
O Globo