Presidente da Comissão Europeia celebra vitória de Lula como triunfo para a democracia; Macron fala em união por 'mundo mais justo'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras como um triunfo para "a democracia e o multilateralismo". A manifestação ocorreu após o presidente brasileiro derrotar o conservador Flávio Bolsonaro no segundo turno, com 51,7% dos votos, e garantir um novo mandato.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, também parabenizou Lula e o incentivou a trabalhar em conjunto por “um mundo mais justo”. As declarações se somaram às de líderes de diferentes continentes que reconheceram a vitória do brasileiro e defenderam a continuidade da cooperação com o Brasil.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, classificou o resultado como uma "virada do progressismo global". “Grande vitória para Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha.

A virada do progressismo global acaba de começar”, escreveu na rede social X. Manifestações na América Latina

Na América Latina, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, celebrou a vitória brasileira. “Viva a democracia, o povo do Brasil venceu.

Parabéns, presidente Lula!”, escreveu no X. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou Lula de “irmão” e classificou o resultado como uma “vitória histórica”, que, segundo ele, garante a continuidade do caminho da paz, da soberania e da justiça social.

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner também comemorou o resultado. Segundo ela, Lula “soube despertar em seus compatriotas sentimento e sentido para vencer esta batalha” eleitoral.

Outros líderes da região, como o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, e o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, manifestaram interesse em manter e ampliar a cooperação com o governo brasileiro. As manifestações internacionais ocorreram após uma disputa eleitoral acirrada.

O resultado mantém o Brasil entre os principais governos progressistas da América Latina, em uma região onde países como Argentina, Chile e Colômbia passaram por uma guinada à direita. China se diz disposta a avançar em cooperação

Fora das Américas, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, destacou que a relação bilateral “floresceu” sob a liderança de Lula. “Vamos aproveitar esta oportunidade para torná-la ainda mais forte, juntos”, afirmou.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também felicitou o brasileiro, a quem chamou de “estimado amigo”. “Juntos, continuaremos reforçando nossa cooperação em diferentes setores, fazendo avançar as prioridades comuns do Sul”, escreveu.

A China também felicitou Lula pela reeleição e declarou disposição para aprofundar a cooperação com o Brasil. “A China tomou conhecimento de que o Tribunal Superior Eleitoral do Brasil anunciou que o presidente Lula venceu o segundo turno das eleições gerais brasileiras e expressa suas felicitações”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun.

Pequim está “disposta a trabalhar com o Brasil para continuar avançando na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre China e Brasil”, acrescentou o representante. Líderes de direita também reconhecem resultado

Apesar de terem posições políticas diferentes das de Lula, representantes da direita latino-americana também reconheceram sua vitória. A peruana Keiko Fujimori felicitou o presidente brasileiro e defendeu o fortalecimento da integração e da cooperação entre os dois países: "Reafirmo nossa vontade de fortalecer nossa aliança estratégica, a integração, cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia que compartilhamos, em benefício de ambos os povos", publicou Keiko no X.

O presidente chileno, José Antonio Kast, afirmou ter conversado com Lula e transmitido suas felicitações. “Chile e Brasil têm muito futuro em comum”, declarou, ao defender uma agenda de integração econômica e combate ao crime organizado.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, também defendeu a cooperação regional. “Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, escreveu no X.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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