Danielle Amorim, policial penal de Chapecó, no Oeste catarinense, destaca a importância da profissão e explica como o trabalho vai além da segurança dentro das unidades prisionais Marcos Lewe, Luan Turcati e Roberto Bortolanza
Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. Por trás dos muros das unidades prisionais, existe um trabalho que exige responsabilidade, preparo e compromisso com a segurança da sociedade.
Para Danielle Amorim Silva, policial penal de carreira em Santa Catarina, fazer parte dessa estrutura significa compreender a importância da profissão e o impacto que ela tem não apenas dentro dos presídios, mas também fora deles. A atuação da Polícia Penal vai muito além da custódia de pessoas privadas de liberdade.
Envolve escoltas, operações, buscas e recapturas de foragidos, além da participação em políticas de ressocialização. É nesse conjunto de responsabilidades que Danielle reconhece o valor da carreira que escolheu e a contribuição da categoria para a segurança pública catarinense.
Ao falar sobre o significado de ser policial penal, Danielle Amorim destaca que a categoria ocupa um espaço fundamental entre as forças de segurança pública. Afinal, são esses profissionais que recebem e mantêm sob custódia as pessoas que passam a cumprir penas no sistema prisional.
O trabalho começa dentro das unidades, onde policiais atuam durante 24 horas por dia, todos os dias do ano. A rotina envolve garantir a segurança dos estabelecimentos, controlar a movimentação dos detentos e acompanhar os deslocamentos para atendimentos de saúde, audiências judiciais e atividades de ressocialização.
“Ser policial penal é saber da sua responsabilidade de integrar as forças de segurança e de garantir uma devolutiva para a sociedade”, afirma. Embora muitas vezes a profissão seja associada exclusivamente à vigilância dentro das unidades prisionais, as atribuições da Polícia Penal também incluem atividades externas.
Entre elas estão as escoltas para atendimentos médicos e compromissos judiciais, transferências interestaduais e intervenções prisionais. Outra frente de atuação é a busca e recaptura de pessoas que fugiram ou estão foragidas do sistema prisional.
A categoria também participa do cumprimento de mandados de prisão em situações envolvendo pessoas que estavam submetidas as medidas alternativas à prisão, como o monitoramento eletrônico. “Isso mostra que a Polícia Penal de Santa Catarina deixa de ser somente aquele profissional que está dentro dos muros das unidades prisionais.
Ela também está em diferentes espaços da nossa sociedade, complementando as forças de segurança pública”, explica. Na visão de Danielle Amorim, a responsabilidade da Polícia Penal não termina na manutenção da segurança e da ordem dentro dos estabelecimentos.
A categoria também tem participação no acesso das pessoas privadas de liberdade às políticas de ressocialização oferecidas pelo sistema prisional. A proposta é que, durante o cumprimento da pena, os detentos tenham oportunidades de preparação para o retorno à sociedade.
A policial penal destaca que esse trabalho faz parte da responsabilidade da categoria e da própria estrutura de justiça criminal. O objetivo, conforme ela explica, é contribuir para que as pessoas deixem o sistema prisional em condições melhores do que aquelas em que chegaram.
Para Danielle, ser policial penal também representa reconhecer diariamente a importância da profissão. A atuação dos servidores, tanto dentro quanto fora das unidades, integra uma estrutura que contribui para a segurança de Santa Catarina.
A profissional também destaca a importância de existir uma data dedicada à categoria. Embora o trabalho seja realizado durante todos os dias do ano, ter um momento para reconhecer as atribuições e responsabilidades dos policiais penais ajuda a dar visibilidade à profissão.
Para ela, a segurança pública também passa pelo trabalho realizado no sistema prisional, desde a custódia até as ações que buscam garantir um retorno mais preparado das pessoas privadas de liberdade à sociedade. Victória Veiga é repórter do portal ND Mais na redação de Chapecó, de onde escreve matérias sobre o que há de mais importante no Oeste de Santa Catarina.
Acompanha e assina notícias sobre segurança pública, trânsito, agronegócio e infraestrutura, cobrindo Chapecó, Concórdia, Xanxerê, São Miguel do Oeste e cidades do Meio-Oeste e Extremo-Oeste catarinense. Formada em Jornalismo pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), atua na área desde 2024 e tem experiência em jornal impresso e digital, além de atuação na área de marketing, o que contribui para uma comunicação estratégica e multiplataforma.
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